terça-feira, 31 de janeiro de 2012

De Brasil, o coletivo e do crime transformado em regra

Indo ao trabalho hoje ouvia um debate na Rádio Bandeirantes sobre a proibição da venda de bebida alcoólica nos estádios brasileiros. A ideia é simples: proibamos o que é liberado em outros países porque os que se excedem aqui saem impunes depois de barbarizar o cidadão de bem e o patrimônio público. Essa é a solução padrão que temos neste país, ou penaliza a liberdade do correto ou se adapta a lei transformando crime em hábito legal.

Algumas horas antes desse debate eu fazia mais um treino-corujão na USP. Descobri que uma das faixas de pedestre em frente a um ponto de ônibus muito utilizado agora recebeu semáforo. Por quê? Porque a pessoas desrespeitam aquela faixa. Como dá trabalho cumprir uma lei básica do mundo civilizado, resolve-se de maneira tosca. É o benefício pra quem erra e o privilégio ao indivíduo (no caso carro) sobre o coletivo.

Ainda na questão do carro x indivíduo, não precisamos voltar muito. Na última semana do ano a CET decidiu fechar a Avenida Paulista aos carros porque a via é destino de milhares de pessoas que andam no local pra apreciar a decoração natalina. Contrariando qualquer política pública de países europeus, a Justiça mandou reabrir a avenida beneficiando alguns motoristas em detrimento de milhares de pessoas.

Não dá pra entender um país que funciona assim. Pior. Não dá pra acreditar que sua principal universidade que deveria ser vanguardista se acovarda apelando ao fácil. Um país que escolhe o indivíduo e não o coletivo e não muda as leis por incompetência de cumprir regras, está definitivamente fadado ao fracasso.

2 comentários:

Stefano di Pastena disse...

Consultando o google sobre o infame intelectual Marcelo Yuka, conheci seu blog e gostei muito do que encontrei. Nestes tempos de letargia e covardia, é muito bom encontrar pessoas corajosas que não se submetem à terrível castração intelectual do "politicamente correto".

grande abraço e continue o bom trabalho!

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