domingo, 29 de janeiro de 2012

Brasil e nossa tara pela desculpa do racismo


Agora é a prestigiada The Economist que fala de Brasil e Racismo. Somos um povo que parece traumatizado e condenado a gritar “racismo!” para qualquer coisa que aconteça sem explicação muito simples, como se fosse solução ou explicação dos males para qualquer bate-boca com pessoas de cores distintas.

Semanas atrás ficou famoso um caso em São Paulo de um conhecido restaurante que expulsou uma criança negra (etíope) de 6 anos que estava com seus pais adotivos espanhóis (e brancos). Por não falar português, apenas catalão, e por estar por instantes longe dos pais, acabou levada para fora. A explicação? Fora confundida com uma criança de rua, explicou o gerente. As testemunhas, as mesmas que fecham os vidros de seus carros quando se aproximam do semáforo, querem queimar todos os funcionários na fogueira da hipocrisia.

Semana antes, um aluno-profissional da USP arranjou briga com um PM exaltado na Cidade Universitária e foi agredido. O motivo? A patrulha grita racismo até hoje.

A acusação de racismo é uma bela alternativa. Tem o apelo fácil e é difícil de se argumentar contra, mesmo que nesses 2 casos não tenha sido. Nossa longa escravatura que tem consequências até hoje nos traumatizou. Não temos apenas medo dos militares. Somos um país que parece nunca se curar do que foi feito com negros séculos atrás, nem que para isso tenhamos que fechar os olhos para o óbvio.

3 comentário(s):

Alexandre C. Serpa disse...

Perfeito Balu!

Se confunde demais "preconceito" com "racismo" .......

no caso da criança preconceito claro, o mesmo que, como bem dito por você, é rotineiro.

Abracos e quem sabe vais ao poker em '12!?

Serpa

Pimenta disse...

Isso me deixa perplexa.Quando as palavras começaram a ter apenas um sentido,uma aplicação, como no caso da palavra racismo,como pejorativo??
Se usamos a raça para identificar alguém, seja russo,Filipino,chinês ou negro,estamos usando o racismo.A biblia identifica os povos por raça.
Se você luta pelo seu patrimônio cultural, está demonstrando a cultura de uma raça.
Se você se orgulha de ser descendente de europeus e busca dupla nacionalidade, estará buscando uma identidade,que também significa pertencer a determinada raça.
Usamos o racismo o tempo todo!Estaremos ficando tão rasos, tão preconceituosos que não podemos nem usufruir das palavras sem sermos condenados??Isso é que é intransigência e falta de liberdade,regida pela ignorância e falta de profundidade.
Preconceito se aplica a todos os segmentos da existência,desde não gostar de comidas roxas a achar que fulano não presta.
Agora, a diferença está em agir negativamente ou destrutivamente contra aqueles que julgamos serem menores ou de menos valor,seja por preconceito ou por raça.
Isso sim deve ser condenado.Não palavras, que devem ser coompreendidas em sua profundidade e abrangência,mas as atitudes.
O caso citado foi preconceito?Foi.Mas quem não o usa?
Deixemos que os envolvidos decidam o que fazer.
Curar as feridas da escravidão só acontecerá quando houver menos disparidades sociais,essas que afetam a todos.
Aproveito que já escreví demais para deixar aqui duas perguntas que não me deixam em paz:
Porque essa energia de debate não acontece para modificar o quadro da corrupção política na nossa pátria??
Como que as pessoas se indignam com o bolsa família,e não se importam com os auxílos lavanderia, combustível e moradia recebidos pelos políticos??
bjos

Danilo Balu disse...

MTO bom, Pimenta! Obrigado pelo comentário!

Blog Widget by LinkWithin