sexta-feira, 29 de abril de 2011

Silas e o vôlei

Continuando a série do meu amigo e colega de faculdade Silas, tremendo jogador de vôlei, nada modesto e contador de causos verídicos nas horas vagas.

Certa vez, almoçando com ele, sabendo que a EEFE-USP já tinha recebido jogadores de vôlei MUITO bons e que era sempre a base da seleção da USP, perguntei por curiosidade para ele:
- Silas qual seria a sua seleção da USP de todos os tempos?
Silas
- Eu... (longa pausa pensando)
Interrompo:
- P0rra, Silas! Você começa com você?!?
- Você conhece alguém melhor, Balu?
Ele continua:
- Fulano, Ciclano...
Interrompo novamente:
- E o Peu? (*um amigo levantador nosso que sempre jogou muita bola)
Sem mudar o semblante:
- Não. Fica de fora para não atrapalhar.

Esse é o Silas. Ele acha (sério!) que a CBV deveria reconhecer sua contribuição ao vôlei e repete para quem quer ouvir que o Murilo (da seleção) aprendeu muito do que sabe com ele em um amistoso das seleções paulista universitária e juvenil.


Outro dia ele emendou:

Depois de uns alguns anos sem encontrar pessoalmente o Marcel e certamente uns 4-5 anos sem competir no voleibol, ontem resolvi essas duas questões. Entrei em quadra, campeonato, e quem estava ao meu lado? Sim, Marcel!! Logramos êxito, mas foi como voltar 15 anos atrás, primeiro porque ganhamos (óbvio) e segundo porque conduzi o garoto na quadra... continua sendo um bom menino!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

INTERPSICO 2 – A Missão

Continuando a série do meu amigo e colega de faculdade Silas, tremendo jogador de vôlei, nada modesto e contador de causos verídicos nas horas vagas.


Arbitragem no InterPsico. Eu em cima e talvez Marcel ou Peu embaixo. Acredito ser Marcel. Final do masculino, jogo pegado... Pressão da torcida atrás de mim, eu metendo aquela conversa, primeiro com os 2 maconheiros principais das equipes. Comecei assim: "na boa, vamos fazer uma boa final de campeonato, não quero reclamação porque ninguém joga vôlei nessa porra e vocês já devem ter me visto na TV, então se reclamar com a arbitragem vai ter problema".


TREINO DO VÔLEI MASCULINO – EEFE-USP
Colômbia, Fábio Sérgio, fera da capoeira, meio de rede, ponteiro, ginasta olímpico, personal trainer, preparador físico de tenistas, tenista terceira classe, motoqueiro e amigo. Veio aqui em casa antes de ontem.... Comentei desse grupo e lembramos de uma sensacional.

11:12am, ginásio da G.O. Eu sempre saia do laboratório de nutrição para fazer paralela e barra até porque era a única coisa que dava resultado em todo o período que fiquei lá dentro da EEFE-USP. Colômbia revelou-me que tinha como objetivo alcançar níveis de hipertrofia e força máxima semelhantes ao meu e decidiu acompanhar-me na rotina de treinamento....

O segredo fora revelado para o garoto magrelo, na época, só a capa da mortadela. Falei, "Colômbia, já vi pastel de palmito com mais carne que você, então vamos fazer esse treininho e na sequência, treinamos vôlei. 2 vezes na semana"... E fui palestrando ora conceitos fisiológicos ora motivacionais para que ele conseguisse largar aquele corpo de etíope.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

INTERPSICO: o pé da gorducha...

Continuando a série do meu amigo e colega de faculdade Silas, tremendo jogador de vôlei, nada modesto e contador de causos verídicos nas horas vagas.


(Falei com meu amigo de 28 anos por telefone hoje, Luciano Lima. Entre troca de farpas, comum entre nós, ele alertou-me de mais uma passagem muito triste como árbitro daquele evento horrível)

E mais uma vez, eu e Marcel, menino do bem, bom coração e também da minha turma, T-94. Antes de entrarmos para o jogo, provavelmente estávamos falando sobre a área, a importância que temos no planeta e, na época, o orgulho de fazer parte desse time. Lembro de alertar meu pequenino parceiro... "Marcel, tudo que você tiver certeza, pergunte pra mim! Está em pânico? Aperte firme a minha mão porque nesse começo de carreira, estarei ao seu lado para o que for preciso."... Palavras sábias que transmitem calmaria e paz diante de um cenário de competição, detalhe e performance. Essa era a InterPsico!

E entramos em quadra, camiseta pólo, calça e aquela pose que só um segundo ou terceiro anista sabe fazer em um Inter-X. E eu era o primeiro árbitro. Tem noção do status?

E segui aconselhando meu nobre parceiro de trabalho... "Marcel, aqui mandaremos, aqui seremos respeitados. Marcel, na moral, aqui é tudo nosso"... E fui munindo o garoto de confiança e auto-estima.

Marcel, já com olhar de tigre, confiante falava: “Silas, que venha a final, seremos respeitados.....cara, aqui é noys!!

Assim que nos abraçamos, energizando a equipe de trabalho, vem uma GORDA MALDITA, com a bunda empinada tentando encolher a pança:
"Oiiiiiii, tô com esse tamanco, posso jogar descalça?"

Marcel fez cara de choro porque o mundo dele tinha acabado...
Dei apenas uma bufada...

terça-feira, 26 de abril de 2011

O vôlei vai ao futebol

Continuando a série do meu amigo e colega de faculdade Silas, tremendo jogador de vôlei, nada modesto e contador de causos verídicos nas horas vagas.



E Silas estava em mais uma missão, desta vez de bandeira. Sei que eu saí do vestiário e tive uma experiência incrível, nego me xingou pra cacete.... esse era o clima do evento, ameno, basicamente de gerentes de projetos a presidentes de grandes companhias. Vi historiadores e alguns iluministas também.


O momento da verdade é agora. Senti medo, estava completamente perdido em campo e literalmente o pau tava cantando atrás de mim. Eu estava do lado que tinham o alambrado com churrasco, pandeiro, gritaria e xingamentos em latim que tomavam conta do cenário. Eu nunca fugi de uma competição e quanto mais adverso era o evento, mais eu me sentia em casa. Eu fazia um aquecimento rodando os braços, óbvio porra, eu era jogador de vôlei. Fui alvo de comentários vindo do setor da culinária.


Olhei pra trás e perguntei: "Onde você jogou?? Seu jogo passou onde? Se você está no churrasco é porque é ruim pra cacete" – Ora bolas carambolas, 13 anos de colégio estadual me fizeram dar o posicionamento correto para o cliente correto e na hora correta. Era o momento para a tomada de território e respeito.


E o jogo começou... e entre nós, posso falar porque fui BANDEIRA, treco chato, monótono porque eu parecia um carrinho de autorama tendo que correr em cima de uma única linha. Não podia fazer qualquer tipo de comentário, porra, contra meus princípios.


É necessário ressaltar que, na época, eu era deveras bem condicionado, com potência até hoje inexplicada pela Ciência..... uma resistência incrível ao lactato de 13 mmols, o que assustava qualquer pesquisador e a coordenação motora que irritava Go Go Go Went Gone Tani (*trocadilho com um especialista da área).


E a tomada de território fora além do esperado, erro devido a minha empolgação no condicionamento físico. O jogo foi tomando conta da minha emoção, foi dominando a minha imparcialidade e respeito pelas regras básicas do soccer e optei por correr grandes distâncias durante o evento.


Em determinado momento vi alguns gestos do outro bandeirinha, do outro lado do campo, como um 1/2 polichinelo e eu pensei comigo... "Porra, aqui também tem sinais chamando jogada? Algo como desmico ou tempo esquerda no voleibol?"... Eu não entendia o maldito sinal e pensava comigo: "O fdp não combinou comigo no vestiário". Isso tudo aconteceu olhando de frente pra ele... parecia que eu estava olhando para o espelho... ele se mexia acompanhando o ataque e eu acompanhava também porra, 2 é melhor do que 1 para monitorar possíveis falhas e equívocos dos atletas, não???


Amigos, a resposta é não. Eu tinha que ficar apenas em uma metade do campo enquanto ele cobria a outra parte do campo. A princípio é uma maneira inteligente de se pensar, mas eu queria correr porra, estava inteiro!!


Enfim, hoje eu entendo que ele tentou me ajudar me mandando para a minha "parte" do campo, mas devo mencionar que não teve um fdp bêbado do churrasco que percebeu que eu havia invadido a outra parte do campo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O árbitro de futebol no garrafão

Em razão de compromissos profissionais, estarei fora de SP essa semana com acesso restrito ao computador. Como a inspiração não vem ajudando, venho produzindo poucos textos. Porém, se a minha não ajuda, no feriado pude relembrar algumas histórias do maior contador de história que conheço, um colega da faculdade de Bacharelado em Esporte, tremendo jogador de vôlei, nada modesto, que saiu escrevendo as histórias para um grupo de amigos. Vou publicá-las essa semana. Asseguro que é tudo verdade e que valem a leitura!


Por Silas
Local: INTER-PSICO. Quadro de árbitros da empresa do Tilico era formado por 97% de amigos da USP e apenas um de fora. Eu e Marcel no vôlei, naquele feriado dei palestra para Minhoca, Shampoo, Mau-Careca, Tilico, Rui Marques e demais... Todos indo bem, Tilico contente, via no rosto dele. Manja qdo os amigos não decepcionam? E na final do BASQUETE MASCULINO aconteceu o inesperado. Rui, que arbitrava pela federação (de basquete), fora chamado (de volta à SP). Ele, com aquele óculos do CHIPS partiu levemente como a brisa do mar... Tilico, rodeado de amigos competentes indagou: "ALGUÉM QUER FAZER A FINAL DO BASQUETE?" Amigos, USPianos e responsáveis, abaixamos a cabeça e simplesmente o ignoramos... Mas o monstro da outra faculdade, que arbitrava futebol, levantou a mão e prontamente respondeu.... “Tô pronto, chefe”, como todo professor de Educação Física de faculdade particular, que tem a resposta sempre pronta. Muito bem, os demais árbitros sentados na arquibancada com as perninhas entre as barras de proteção, movimentando de forma aleatória, acompanhamos o ato bizarro... Jogo movimentado, suado, o pau comendo no garrafão... quando um psicólogo mete uma cotovelada na cara do outro psicólogo... O jegue viu o lance (árbitro de futebol é ligeiro, malaco, né? ) do outro lado da quadra e saiu correndo em direção ao garrafão. Eu me liguei no braço direito dele durante a corrida... todos viram e quanto mais ele corria em direção ao atleta violento, mais a nossa equipe gritava de fora NÃOOOOOOO NÃOOOOOO... e ele, a cada passo, se tornava mais campeão e confiante... EU EM PÉ EM PÂNICO... NÃOOOO... NÃOOOO... E aconteceu, ele veio no pinote e nos últimos passos, sacou o CARTÃO AMARELO DO FUTEBOL e aplicou no MELIANTE... Depois disso, nós abaixamos a cabeça, procurei por uma MIRINDA UVA QUENTE e aceitei que a área (da Educação Física) tinha problemas e que meu tempo já tinha dado...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A publicidade da loucura.

Posso ser ingênuo, mas prefiro acreditar que não haja condições do nosso Senado realmente reeditar tão cedo o “plebiscito do desarmamento” no calor da emoção da tragédia da escola carioca. Para mim, é outra a discussão que poderia ser levantada após o episódio: a imensa publicidade gratuita que os loucos assassinos recebem.

O ser humano é mesmo um animal peculiar, estudos apontam que a mera veiculação de acidentes automobilísticos e aéreos leva a um aumento no suicídio de pilotos e motoristas enquanto no comando dessas máquinas, causando mais tragédias. Trágico. Quanto maior o número de suicídios retratados, mais pessoas se matam, meio que tomando coragem com o exemplo dos outros. Os loucos assassinos e os terroristas querem agredir a sociedade, querem nos dar uma lição de moral e, estampar capas das principais revistas e jornais, por incrível que possa parecer, é uma vitória para eles e um estímulo a outros malucos ainda enrustidos.

Como não há censura boa, seria hora das emissoras estabelecerem um código de ética que fizesse como norma dos veículos omitir o nome, fotos e cartas póstumas dos assassinos e terroristas. Que se veicule o fato, mas sem a assinatura com sangue. Porém, na 2ª feira após a tragédia fomos expostos a fotos do assassino com barba, sem barba, o nome dele virou figura carimbada em todos os veículos e algumas emissoras vêm mostrando repetidamente com detalhes as cartas e vídeos feitos por ele antes do massacre.

Um tempo atrás, um estudante nos EUA enviou um vídeo à NBC por carta enquanto saía para chacinar colegas, porém, em uma atitude corretíssima, a NBC decidiu por não veicular o vídeo. Fazer o contrário seria dar mais uma vitória ao louco. Dar toda essa publicidade a quem matou 12 criancinhas é se submeter mais uma vez às vontades inexplicáveis dele. Nossa TV e mídia escrita precisam ainda aprender o que fazer nesses casos, continuar como está, é perder novamente e estimular tantos outros a seguir o mesmo caminho.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Se eles querem o meu sangue, terão o meu sangue"

A cartilha de Dilma prega luto e choro em público nas tragédias no Rio.
Em SP, ela reserva apenas críticas ao governo PSDB-DEM.

*com colaboração de Rodolfo Araújo.

O Rio de Janeiro foi assolado por uma tragédia da qual muita gente calhorda diz tratar-se de algo tipicamente americano, justo nós que temos mais de 50 mil assassinatos por ano. Nos países civilizados, é mais provável você morrer pelas próprias mãos (suicídio) que pela mão de um outro (homicídio), mas não aqui no Brasil, onde temos acesso a armas muito mais restrito que o modelo americano, mas onde se mata 4 vezes mais. Cínicos.

Em momentos dramáticos como esse, as sugestões mais apressadas reaparecem. Houve uma onda de gente culpando os votantes do plebiscito do desarmamento como cúmplices sanguinários. É aquela teoria torta como caule no cerrado que não sobrevive a uma olhadela aos números ou à lógica. Quando uma pessoa sai gritando dizendo que a derrota do desarmamento matou as criancinhas cariocas ignora propositadamente que foi um desequilibrado mental, sem porte de arma e com um revólver roubado quem saiu atirando.

Infelizmente uma sociedade democrática não está 100% pronta contra doidos que atiram em multidões, matam em série ou explodem aviões civis. Mas ao apontarmos o dedo inconsequente da culpa contra tudo que pode matar, vamos acabar por acertar outras coisas. Assim, quem defende a restrição de armas tem obrigação moral de defender também o fim do cigarro (a grávida fumante mata facilmente seu filho) ou ainda os carros (25 mil mortes por ano no país), facas (20% dos homicídios são com armas brancas) e tudo que possa ser usado para matar. No pacote entra também as piscinas, que matam mais crianças do que as armas de fogo, acredite!

Na gritaria em meio ao luto, as pessoas esquecem as diferenças tecnicistas, mas fundamentais, entre “porte legal de arma”, ”desarmamento” e “contrabando”. Você proibir totalmente a venda de arma não muda as coisas porque o bandido nunca entrou na fila para tirar porte nem paga imposto comprando revólver regulamentado, ele recorre ao mercado negro, aquele mesmo onde VOCÊ também compra produtos roubados, filmes e jogos piratas, sempre com a absoluta certeza da impunidade.

Restringir o porte? Por incrível que pareça, a lei que rege o porte de arma no Brasil é moderna e muito rigorosa, mas o problema está na facilidade em comprar um revólver sem registro e a certeza da impunidade que faz qualquer um sair incólume mesmo metendo bala na testa de quem se queira. Desarmamento? Ele foi muito eficaz no passado em diminuir a morte domiciliar de crianças envolvidas em acidentes, mas não espere que o bandido se sensibilize e devolva sua ferramenta de trabalho. Só devolve arma o cidadão de bem arrependido, porém não é esse quem mata indiscriminadamente. Quem mata à margem da lei muitas vezes utiliza armas que já são proibidas por serem exclusivas das forças armadas e que não mudaria em nada com nova legislação.

Nosso Ministro da Justiça se apressou em dar uma "ótima"
solução: uma campanha de desarmamento das pessoas de bem.
Proibir por proibir? Então vamos voltar à idade da pedra, a menos que você convença e fiscalize o mundo inteiro, o planeta todo, o que é praticamente impossível. Aos que acham que todo e qualquer esforço vale a pena porque “menos arma é menos morte”, vai ter que entrar na luta contra o cigarro, piscinas e tudo mais. Nessa lógica um grande amigo meu escreveu o seguinte sobre as armas: 

Só o fato de uma arma poder ser comprada legalmente por um civil, já aumenta o número de armas no mercado, independente do número de portes. E não acho que a lei seria a maior revolução contra a violência, mas acho que ajudaria, então já valeria a pena aprovar.

Eu adapto para o seguinte:
‎"Só o fato de um cigarro poder ser comprado legalmente por uma gestante de bem, já aumenta o número de cigarros no mercado, independente do número de maços. E não acho que a lei seria a maior revolução na área da saúde, mas acho que ajudaria, então já valeria a pena aprovar."

Quem encara? E quem também defende o fim do álcool que gera tantas mortes ao volante? Vou mais longe, estatisticamente, a simples divulgação de notícias de chacinas como essa, ou mesmo de suicídios e até de queda de avião, aumenta a repetição desses casos. Incrível, não? Seguindo esse raciocínio, deveríamos promover a censura, proibir a divulgação porque ela “reduziria”, “ajudaria”, “já valeria a pena”? O que fazer? O jeito mais eficaz é o de combater o verdadeiro vilão: a impunidade. Mas isso dá muito trabalho, o povo brasileiro prefere ver sangue, nem que para isso atropelemos a lei, a constituição ou alguns outros direitos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O pulso ainda pulsa!

Essa semana soube pelo Drunkeynesian que o grande blog “A Mosca Azul” está fechando as portas. Um comentário em especial me chamou a atenção: “seria a desgraça do Twitter?” Nessa mesma semana um dos fóruns mais importantes de atletismo, do qual participo, abriu uma pasta justamente para discutir a queda repentina no número de posts e de participação das pessoas. Uma das causas? O Twitter.

O Twitter é pra mim a ferramenta mais interessante que surgiu nessa onda de redes sociais. É exagero fazer como fez Saramago, afirmar que ele é mais um passo ao grunhido. A verdade é que o espaço para os blogs vai se restringindo, não acredito muito mais neles. Há muita coisa para ler numa velocidade de produção que não damos conta, assim, vou separando poucos blogs alguns autores que mais gosto, alguns blogs que acho interessante e mesmo assim abro mão quando os textos são muito frequentes. Vou mesmo focando no Twitter onde consigo “abraçar” mais gente.

Se eu não leio quem não seja “referência” (seja lá o que isso seja), por que achar que vão para pra ler o que escrevo? Já disse aqui que sou meio egoísta, escrevo pra mim ao mesmo tempo em que sou muito grato à simpatia dos que aparecem aqui de vez em quando também. Mas, repito, nem eu mesmo acredito mais em blogs, que o diga o pessoal do Esplog, um novo site esportivo pra quem devo textos regulares.

Tal qual o “A Mosca Azul”, meus textos estão rareando, fico constrangido de apenas fazer citações e recomendações como faz tão bem o Drunkeynesian, por exemplo. Meus amigos pessoais vão recebendo pro e-mail esse tipo de envio de textos. Venho escrevendo cada vez menos e tentando cumprir o envio aos sites nos quais sou colunista e colaborador fixo. Mas como diz a música, o pulso ainda pulsa. Vou tentar me policiar mais, afinal, essa é minha terapia. Uma pessoa lendo que seja (o terapeuta, no caso eu mesmo) já está de bom tamanho.

Vou tentar resistir à ferramenta. Vamos ver como me saio.
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