terça-feira, 24 de maio de 2011

O porquê sábado a PM se fez necessária.

Neste Sábado, cerca de 300 manifestantes compareceram à “Marcha da Maconha” na Avenida Paulista em SP. Como apologia ao crime ainda é proibido nesse país, o Tribunal de Justiça proibiu o protesto que às pressas teve que mudar o nome para “Marcha pela Liberdade de Expressão”. Mas os manifestantes em clara afronta acharam pouco e resolveram fechar por completo a avenida-símbolo da mais importante cidade do país. O que aconteceu? A mão pesada da polícia fez os cassetetes cantar no lombo dos vagabundos. Sim, vagabundos. Com todas as letras.

Para quem não conhece bem SP, a Avenida Paulista é corredor para 9 hospitais, 1 deles o maior da América Latina e outros 2 entre os maiores do país. Ela é também um dos maiores centros comerciais da capital e, em pleno sábado, dia de descanso para a absoluta maioria da população, é via de transporte para centenas de milhares de pessoas. Uma lei estadual impede todo e qualquer tipo de protesto no local que impeça a fluidez do trânsito, não importando sua causa. Sendo assim, uma minoria egoísta não tem jamais o direito de impedir o vai-e-vem da maioria e, se essa premissa for desrespeitada, cabe à polícia, representando o estado, liberar a via, custe o que custar. Sim, custe o que custar. Uso da força incluso.

Não interessa quanto tempo a avenida ficaria fechada. Não importa a causa! Esses manifestantes têm tanto direito de fechar a avenida quanto tem a torcida do Corinthians de fechá-la para protestar pela escalação do time no próximo domingo, com a particularidade de que há mais corinthianos em SP que usuários de maconha. Não posso juntar 300 amigos e fechar a Paulista reivindicando coisas que eu queira. Não tem que ter bom senso, tem que ter ordem. Quem vai dizer qual protesto pode e qual não pode? Um Ministério do Bom Senso? Já temos a lei, ela basta.

Antes que pensem que tenho problema com o consumo de droga, sou da opinião que tudo deveria ser liberado, legalizado, desde que todos os países o liberassem também, isso por uma questão prática. Mas sou também da opinião que se usuários de maconha, ou de whey protein ou de gelatina diet de morango fecham a Paulista, a Polícia tem que entrar, exigir a liberação, contar até 3 e se não liberarem, que estale a borracha nos vagabundos. Os abusos? Que sejam investigados, mas que o uso da força seja, sim, uma opção.

4 comentários:

MCV disse...

Danilo, concordo totalmente com as suas colocações.

Me pareceu o dilema de Conteúdo x Forma.

O conteúdo da manifestação, neste artigo, não entrou em questão.

A forma é que foi contra a lei e, assim, realmente deve ser punida "custe o que custar".

Nosso país seria bem melhor se as autoridades fizessem realmente sempre valer as nossas leis, acabando com a impunidade que permeia toda a sociedade.

Um grande abraço.

Marcelo.

Marcos disse...

Danilao, porque fechar para a Sao Silvestre ou virada de ano (aquela passeata GLBT nao eh na Paulista tambem?) nao eh contra a lei? Porque uns podem e outros nao? Eu concordo com teu post mas fiquei com essa duvida...

Marcos

Danilo Balu disse...

Marcos, não sei com exatidão, mas a lei estadual permite que se feche a Paulista apenas 3x por ano para eventos do calendário paulista: Parada do Orgulho Gay, Reveillon/São Silvestre e mais um acho eu...
Há uma marcha dos evangélicos que foi deslocada pro sambódromo ou autódromo de Interlagos.
São festividades do calendário oficial da cidade e por lei podem fechar a avenida. Não que eu concorde 100%, mas está dentro da lei.

Anônimo disse...

O terceiro evento previsto é a comemoração da Libertadores pelo Corinthians, mas nunca saiu do papel...

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