Qual a validade e exatidão das notas de um desfile de Escola de Samba quando acontece em 2 dias e os critérios são tão subjetivos? Se lembrarmos que todo mundo é um pouco torcedor, como acontece na patinação artística, daí que desacreditamos nos resultados.
Gosto bastante de Carnaval, não sou uma enciclopédia, mas me lembro perfeitamente de alguns desfiles, sambas-enredos e carros alegóricos marcantes. Se o samba é mesmo o que mais caracteriza o povo brasileiro, lançar o olhar sobre ele não deixa de dizer um pouco sobre nosso povo. Ninguém, por exemplo, me convencerá que é normal ou aceitável morrer quase 200 pessoas nas estradas e outras tantas em brigas turbinadas pelos efeitos do álcool em um feriado prolongado. Mas nem é isso que mais me chama atenção, mas a tal “competição” entre as escolas.
Competição é uma palavra cara ao brasileiro, não gostamos disso entre outras coisas porque dá trabalho buscar a excelência e ainda corremos o risco de perder. Quer maior prova disso do que acabar com o rebaixamento esse ano no Rio de Janeiro e colocar 3 escolas na categoria café-com-leite por causa daquele incêndio?
Mas sempre dá para piorar as coisas. Quer um exemplo prático? A 9ª e última colocada no Rio, a São Clemente, teve como menor nota um 9,4 e uma 9,2 descartada! Só a Mangueira com uma nota 9,3 teve nota pior entre todas elas! O nosso desfile parece com aquelas atividades na pré-escola ou no Jardim de Infância onde todo mundo ganha medalha, não importa o garrancho. É a nossa cultura do meia-boquismo, qualquer coisa que você faça, acredite, está ótimo, de muito bom tamanho. Todo mundo começa com 10, ninguém precisa conquistá-lo, no máximo você o perde se fizer muita barbeiragem.
É difícil fazer paralelos porque desconheço na Europa ou nos EUA qualquer competição do gênero. Mas a forma como encaramos uma competição dessas, transmitida em rede nacional e que ganha todas as capas dos jornais, mostra que achamos natural distribuir notas máximas para a maioria, nosso padrão de qualidade é justo porque é super baixo, qualquer um alcança a excelência. Afinal, a busca pela perfeição dá um trabalho...
p..s: como bom brasileiro, eu não sei perder, então vos deixo com a comissão de frente da minha preferida em 2011, a Unidos da Tijuca, vice-campeã no critério tupiniquim de 10 generalizado a torto e a direito. E abaixo o histórico desfile de 1997 da Viradouro popularizando o funk e a paradinha na Marquês de Sapucaí.
Gosto bastante de Carnaval, não sou uma enciclopédia, mas me lembro perfeitamente de alguns desfiles, sambas-enredos e carros alegóricos marcantes. Se o samba é mesmo o que mais caracteriza o povo brasileiro, lançar o olhar sobre ele não deixa de dizer um pouco sobre nosso povo. Ninguém, por exemplo, me convencerá que é normal ou aceitável morrer quase 200 pessoas nas estradas e outras tantas em brigas turbinadas pelos efeitos do álcool em um feriado prolongado. Mas nem é isso que mais me chama atenção, mas a tal “competição” entre as escolas.
Competição é uma palavra cara ao brasileiro, não gostamos disso entre outras coisas porque dá trabalho buscar a excelência e ainda corremos o risco de perder. Quer maior prova disso do que acabar com o rebaixamento esse ano no Rio de Janeiro e colocar 3 escolas na categoria café-com-leite por causa daquele incêndio?
Mas sempre dá para piorar as coisas. Quer um exemplo prático? A 9ª e última colocada no Rio, a São Clemente, teve como menor nota um 9,4 e uma 9,2 descartada! Só a Mangueira com uma nota 9,3 teve nota pior entre todas elas! O nosso desfile parece com aquelas atividades na pré-escola ou no Jardim de Infância onde todo mundo ganha medalha, não importa o garrancho. É a nossa cultura do meia-boquismo, qualquer coisa que você faça, acredite, está ótimo, de muito bom tamanho. Todo mundo começa com 10, ninguém precisa conquistá-lo, no máximo você o perde se fizer muita barbeiragem.
É difícil fazer paralelos porque desconheço na Europa ou nos EUA qualquer competição do gênero. Mas a forma como encaramos uma competição dessas, transmitida em rede nacional e que ganha todas as capas dos jornais, mostra que achamos natural distribuir notas máximas para a maioria, nosso padrão de qualidade é justo porque é super baixo, qualquer um alcança a excelência. Afinal, a busca pela perfeição dá um trabalho...
p..s: como bom brasileiro, eu não sei perder, então vos deixo com a comissão de frente da minha preferida em 2011, a Unidos da Tijuca, vice-campeã no critério tupiniquim de 10 generalizado a torto e a direito. E abaixo o histórico desfile de 1997 da Viradouro popularizando o funk e a paradinha na Marquês de Sapucaí.
Viradouro 1997 - "Trevas! Luz! A explosão do universo!"

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