sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nosso peso e alguns "detalhes"

Podemos dizer que nosso peso é uma resultante da somatória de nossos hábitos alimentares (quando, o quanto e o quê comemos) com nosso gasto energético aplicados à nossa genética. Mas alguns outros fatores que parecem muito simples também influenciam muito. Fiz um apanhado de alguns pontos em meu novo artigo no portal Webrun.

Lá eu falo desde como os hábitos alimentares e o peso de nossos amigos (e "dos amigos de nossos amigos") influenciam nossa silhueta até o porquê das mulheres comerem às vezes mais e às vezes menos em função do peso da pessoa que a acompanha.

Cores dos alimentos, o tamanho dos pratos, dos copos e das tigelas não deveriam na prática mudar nada, mas mudam! Até a TV sabidamente nos faz comer mais, mesmo quando não estamos com fome e mesmo quando passa comercial de alguma concorrente.

Que o cuidado seja com tudo, até com as roupas! Então vá logo lá para o artigo no Webrun! Vejo você lá!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Viciado em café. Será mesmo?

Os autores de um recente estudo recrutaram 60 voluntários amantes de café e ofereceram a eles placebo (café descafeinado) ou café com 280mg de cafeína, o equivalente a 3 xícaras de café. O segredo foi que para todos foi dito que eles estavam tomando café normal. Para a avaliação que fariam, à metade deles foi dito que o café iria prejudicar o desempenho na tarefa enquanto para a outra metade foi dito o inverso, que ajudaria.

A maior surpresa do estudo foi que nenhum dos que consumiram o café descafeinado reparou que não haviam consumido a “milagrosa” cafeína. Seus índices relatados de níveis de alerta e humor eram iguais à turma do café forte, o que faz supor que boa parte dos benefícios perceptíveis naqueles que tomam café, vêm mais da cabeça do que o que contém a xícara.

p.s.: a tarefa em questão no estudo era super simples. Uma MUITO mais interessante e divertida é a desse site aqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Garçonetes bonitas ganham mais mesmo?

Lembro que a única vez que fui ao Ritz, a única garçonete da lanchonete (muito bonita por sinal!) veio atender a nossa mesa enquanto todos os garçons (homens) ficaram com as demais. Para quem não conhece o Ritz, trata-se de uma conhecida lanchonete eleita seguidamente como a de melhor hambúrguer da cidade de SP, mas sabidamente é do mundinho “friendly”, reduto de gays. E nossa mesa era a única com 3 casais heterossexuais em meio a muitos casais de homens. Comentei com os outros 5 da mesa que tinha certeza absoluta que não havia sido coincidência, mas orientação da gerência que fossemos servidos pela única mulher.

Mas afinal, garçonetes bonitas realmente ganham mais gorjetas? Já falei aqui sobre outros estudos que avaliavam a influência do tamanho dos seios e de ter ou não maquiagem na capacidade de atração das mulheres. Pois para responder o que nos parece uma obviedade, pesquisadores da Cornell University School of Hotel Administration fizeram um estudo. Eles começaram recrutando 400 garçonetes que responderam um questionário on-line preenchendo dados pessoais e quantitativos, tais como: altura, peso, idade, cor de cabelo, medidas de quadril, busto e média obtida com as gorjetas. Mas é nessa lista preenchida que mora uma das fraquezas do estudo: elas tinham que auto-avaliar a própria atração física gerada nos homens.

Pela avaliação dos resultados viu-se que as loiras ganham mais que as demais mesmo elas não se considerando mais atraentes. As profissionais com maior medida de busto e corpos mais magros também ganhavam mais. Mas as com menos cintura NÃO ganham mais. E o que gerou mais surpresa: as que mais ganhavam eram as garçonetes na casa dos 30 anos! Elas superaram as mais jovens (20 anos)!

Para responder o que pode parecer uma incoerência dentro do esperado há algumas teorias. Uma é que o público masculino sendo da casa dos 35 anos poderia achar que teria mais chances com mulheres na casa dos 30. Mas para mim o maior furo do estudo é que não há um peso para a experiência das garçonetes que poderia assim ter grande peso na renda obtida. Teoricamente as com 30 anos têm mais experiência no trabalho de como agradar, obtendo assim mais e melhores gorjetas como inclusive já falei aqui.

E falei aqui também no começo do texto, a auto-avaliação de atratividade abre uma subjetividade que tira um pouco a objetividade do estudo. Ou seja, nesse campo parece ainda haver muito a ser pesquisado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Melhores Desenhos Animados com Música Clássica

Eu não sei o quanto você gosta de música clássica. Eu gosto muito, mas como meus pais não são lá grandes fãs, quem acabou me ensinando a gostar dela foi a babá "Dona Televisão" com seus 5 assistentes: Pica-Pau, Mickey, Pernalonga, Tom & Jerry. Cansei de ver e rever episódios em que a música praticamente regia a história dos desenhos. São desenhos em sua maioria feitos num ambiente pré e pós 2a Guerra Mundial, desde 1935 até meio da década de 50, assim fica fácil encontrar as referências. Tratava-se também de uma época obviamente com menos recursos e talvez mesmo por isso era mais fácil utilizar músicas já conhecidas do grande público do que tentar criar novos clássicos que fossem comercialmente viáveis.

Foi revendo um desses clássicos e ainda no espírito de listas de melhores de final de ano que resolvi montar uma série com os 10 desenhos com melhor uso de música clássica. Preferi por retirar o longa metragem "Fantasia" (EUA 1940), mas o que mais espanta mesmo é que o mais recente data de 1959 (!!), um indício do que essa molecada de agora anda vendo e escutando...

1. Mickey Mouse & Friends - The Band Concert (1935)
Mickey Mouse rege uma orquestra em William Tell Overture, mas aparece um Pato Donald vendedor de sorvete em sua 3a aparição em um desenho do Mickey. Tocando em sua flauta Turkey in the Straw ele distrai os demais da banda enfurecendo Mickey que tenta dar um jeito nele. Em 1994 esse foi eleito o 3o melhor desenho de todos os tempos (o único da Disney a figurar no top 10). Anos depois, em 1942, esse mesmo desenho deu origem a outro (o próximo da lista).


2. Mickey Mouse - Symphony Hour (1942)
Mickey rege uma orquestra de rádio que executa a abertura de Light Cavalry de Franz Von Suppé. No ensaio dá tudo certo, mas Pateta praticamente destrói os instrumentos. O maestro Mickey tem que tentar arrumar a bagunça.


3. Looney Tunes Pigs in a Polka (1943)
Uma paródia de “Os 3 Porquinhos” (Three Little Pigs, EUA 1933) e “Fantasia” (idem, EUA 1940) ao som de trechos de Brahms (Danças Húngaras, especificamente em ordem as de número 5, 7, 6 e 17). Foi Oscar de Melhor Curta de 1942.


4. Baton Bunny (1959)
Pernalonga rege a orquestra transformando em um teatro de batalha faroeste a obra "A Morning, Noon, and Night in Vienna" de Franz Von Suppé por causa de uma mosca chata que o atrapalha sempre.



5. Magical Maestro (1952)
Depois de preterido, o mágico Mysto decide infernizar a vida do barítono Poochini (um trocadilho com Giacomo Puccini). Tudo isso ao som da ária “Largo al factotum” da ópera “O Barbeiro de Sevilha” de Gioacchino Rossini. Esse desenho é de 1952 e contem cenas que são politicamente-incorretas, então ele é cada vez mais executado com cortes.


6. Tom and Jerry in the Hollywood Bowl (1950)
Tom rege “Die Fledermaus” de Johann Strauss II. Jerry como sempre aparece e instaura o caos.



7. The Cat Concerto (1947)
Oscar de Melhor Curta em 1946 e eleito o 42o melhor desenho da história em 1994. Tom é um pianista que executa um recital de "Hungarian Rhapsody No. 2" de Franz Liszt. Jerry aparece mais uma vez para infernizar. Em um trecho Tom executa "On the Atchison, Topeka, and the Santa Fe", Oscar de Melhor Canção Original em 1947. Do mesmo ano há um desenho idêntico do Pernalonga, o Rhapsody Rabbit, (comprove a similaridade você mesmo aqui) que gera fortes acusações de plágio de ambos os lados por ter mesmo enredo e mesma obra clássica usada. Houve ainda outro desenho indicado ao mesmo Oscar chamado “Rhapsody in Rivets” que seria sobre a construção de um tal de “Umpire State Building”, trocadilho com o Empire State Building.


8. Pica Pau - O Barbeiro de Sevilha (1944)
O Pica-Pau assume o comando do "Tony Figaro's" barbearia, pois o dono está fora por causa do exército (época da 2ª Guerra) e assim ele começa a cortar o cabelo de alguns personagens. Este foi eleito em 1994 o 43o melhor desenho da história.


9. Pica Pau - Concerto na Marra (1954)
O Pica-Pau é um afinador de piano que se vê em meio a um roubo e é obrigado a continuar tocando a obra Hungarian Rhapsody No. 2 de Franz Liszt porque o bandido Mugsy exige. Um policial bem atrapalhado sai em perseguição dos 2 e dos comparsas de Mugsy. O bandido em breve passagem chama o Pica-Pau de Rachmaninoff em referência ao artista russo. Um clássico!


10. Pica Pau - Miniaturas Musicais (1946-1948)
Para mim talvez o melhor de todos, uma ode à Chopin com um incêndio causado por um bêbado.


E aqui um bônus de 1947 com Leôncio em "Musical Miniatures - The Overture To William Tell (With Wally Walrus)"


É isso aí, pe-pe-pessoal!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Overture 1812 - Tchaikovsky

Hoje é feriado, mas seguirei postando algo relativo à música aqui!

Uma das obras clássicas mais famosas e populares é a espetacular "Abertura 1812" (1812 Overture) do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky feita em 1880. Ela foi feita para celebrar a defesa de Moscou pelos russos no avanço do exército de Napoleão na histórica Batalha de Borodino em 1812.

Difícil quem não conheça a obra. Em algumas exibições eles fazem questão de usar canhões reais para tornar tudo mais fidedigno como composto no original. Para quem conhece o hino francês, consegue pegar fragmentos de A Marselhesa, um dos hinos nacionais mais lindos do mundo.

No cinema, num filme com ligeira idealização do terrorismo, o "V de Vingança" (V for Vendetta, EUA 2005), a obra ficou ainda mais famosa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quando a ocasião faz (e muito!) o ladrão

A ocasião faz o ladrão”, diz o ditado. Mas antes de prosseguir gosto sempre de dizer que ABOMINO a terceirização da culpa, aquela tão em voga no nosso país que trata todos como inocentes jogando a culpa sempre na “sociedade”. Quanto mais pobre, então, ainda mais inocente. Essa é a lógica de muitos colunistas.

Pois alguns estudos demonstram que parece ser um tremendo equívoco assumir que o comportamento de uma pessoa reflete necessariamente sua personalidade, isso porque essa tese ignora o fato de que a situação do momento impõe grande influência em como ela vai se comportar. Nossas personalidades são muito influenciadas pelas situações na qual nos encontramos.

Um estudo clássico datado de 1973 veio provar isso em meio a tantos outros do gênero. Resumidamente: 67 estudantes da Princeton Theological Seminary eram confrontados com o dilema de ter que ajudar um desconhecido (este um ator que participava do experimento sem que os demais soubessem) enquanto esses estudantes caminhavam para outro local. O segredo aqui é que os grupos foram divididos com a urgência com a qual deveriam se dirigir a esse outro local que variava como sendo “alta”, “média” ou “baixa” urgência. Além disso, os estudantes também foram divididos com metade deles se envolvendo em uma conversa sobre a parábola do “Bom Samaritano” enquanto a outra metade falava sobre assuntos burocráticos da instituição. Quais os resultados?

De acordo com o nível de urgência houve grande diferença. Quando era baixa, 63% pararam para ajudar o ator oculto, daqueles com média urgência 45% pararam e dos que tinham muita urgência apenas 10% pararam. Mas o que mais chama atenção é dentre daqueles que falavam sobre assuntos do seminário. Desses, apenas 29% pararam para ajudar enquanto entre os que falavam sobre a parábola, 53% ajudaram!

Isso dá um belo indicativo de como pode ser equivocada nossa ideia de assumir que necessariamente o comportamento reflete a personalidade das pessoas ignorando a situação em que elas se encontram. Seguidos estudos vêm demonstrando que a situação acaba quase controlando nossas ações.

Isso acaba nos mostrando que uma má ação não necessariamente signifique que uma pessoa seja má e por outro lado uma boa ação por sua vez também não significa que uma pessoa seja “do bem”. O comportamento pode algumas vezes dizer pouco sobre nossas personalidades e muito sobre a complexidade das diferentes situações em que estamos envolvidos. Para muitos, entretanto, esse é o argumento para pecar e cometer crimes de modo livre, leve e solto.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Compras e a beleza da atendente

*Esse artigo é dedicado à minha grande amiga e agora blogueira Dri. Não que seja o caso dela! Longe disso! Mas algumas vezes já nos pegamos falando sobre o comportamento peculiar das mulheres nas compras!

A PhD Bianca Price, em pesquisa da University of South Australia e publicado no Journal of International Business and Economics fez um trabalho interessante no qual ela fala melhor em entrevista. Você pode ouvi-la (no original em inglês) aqui ou então legalmente baixá-la (download) aqui.

Vez ou outra alguma empresa inventa de colocar gordinhas e mulheres mais “normais” para estrelar algumas campanhas com a velha desculpa de que a pressão do mercado é opressora, injusta, excessiva. O público então hipocritamente aplaude, critica o “sistema” e depois de uma semana já muda de canal ao ver toda a opulência da dita “normalidade” saltitando na tela da TV na forma de sobras e dobras a mais e photoshop de menos. Dias depois, para alívio geral da nação, Grazi Massafera e Juliana Paes voltam a estrelar os comerciais dos mesmos produtos de beleza. Nunca ninguém disse que o mundo é um lugar justo! Beleza importa, mesmo que seja turbinada na base do bisturi.

Se durante a propaganda colocar mulheres de beleza fabricada ajuda a vender, será que na hora do atendimento final essa estratégia valeria também? A pesquisadora sentiu-se intimidada quando fazia compras e decidiu investigar. Na melhor passagem da entrevista ela explica que as mulheres quando vão às compras procuram por produtos que "as farão sentirem-se melhor, mais bonitas", mas ao chegar à loja depara com aquela modelo maravilhosa usando as mesmas roupas que ela pretendia comprar. Vendo uma mulher por pura natureza tão mais bonita ela acaba intimidada pensando algo como “por que me importar com isso?”. Segundo Price, quando as consumidoras se deparam com atendentes que são muito mais belas do que elas, elas se sentem menos interessadas em comprar e acabam deixando e evitando a loja.

Segundo ela, talvez seja o caso dos vendedores reverem a estratégia de contratar mulheres muito bonitas como vendedoras.

Esse estudo é bem interessante, mas fácil! Quero agora é ver quem vai ser o corajoso de fazer uma pesquisa que acuse atendentes feias como um dragão como sendo prejudiciais às vendas...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiro ano de Obama e a euforia dos Negros nos EUA

Passado exato um ano da cerimônia de posse de Barack Obama pode até ser que não tenha havido tempo hábil para merecer um Prêmio Nobel da Paz, mas haveria tido tempo para melhora da vida dos negros americanos? É provável que não de fato, mas ao menos a percepção é que a coisa já melhorou bem!

Apesar da crise econômica a impressão que os próprios negros têm sobre o racismo e a situação (para melhor) dos negros nos EUA sofreu uma mudança que só o simbolismo da eleição dele pode explicar. Isso porque a mudança na percepção foi maior nos últimos 2 anos do que em qualquer outra época observada nos últimos 25 anos, aponta um levantamento da Pew Research Center!

Não é difícil entender que a maioria dos negros ainda duvida da igualdade de direitos na sociedade americana. 80% dos negros e pouco mais de 30% dos brancos dizem que o país precisa de mais mudanças para uma total paridade.

Porém, mesmo sob a atual forte recessão, quase o dobro de negros (39%) se comparado aos dados de 2007 (20%) acreditam que a situação dos negros no país está melhor do que nos 5 anos anteriores. Mais: 53% dizem que a vida dos negros no futuro será melhor que a atual, porcentagem muito maior que os 44% obtidos em 2007. Já os pessimistas que eram 21% hoje os são em 10%. Dá para haver outro motivo dessa euforia que não a vitória e não os feitos de Obama?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vá lá! Ajude o Haiti!

Já fez sua doação para o povo haitiano? Ainda não?!? Se for doar, não precisa me chamar! Posso passar por mão-de-vaca, ou pior, ser acusado de que em minhas veias o que corre não é sangue. Mas antes que me critique peço apenas que entenda que minha lógica nessas horas é diferente. Gente passando dificuldades é o que não falta nesse mundo, um acidente não torna uma pessoa mais necessitada que outro de cidade vizinha que perdeu tudo como em São Luíz do Paraitinga. Ou seja, doe! Mas doe sempre! E não espere que pela sua falta de compromisso ontem você pode exigir mais de mim hoje sem saber o que eu venho fazendo.

Quem já conversou comigo sobre o assunto filantropia ou altruísmo sabe o que penso: doamos na imensa maioria das vezes por razões nada nobres. Essa ficha só foi cair de verdade quando eu lia um livro espetacular de Adam Smith, o “Teoria dos Sentimentos Morais” ao qual recomendo fortemente por quem se interessa pela Economia Comportamental. Resumidamente posso dizer que no livro ele defende que doamos para nós mesmos. As razões (que complemento aqui com outro artigo) seriam:

Doamos quando podemos ser nós mesmos os beneficiados diretos. Exemplo? Doações para nossas escolas ou dos nossos filhos.
Doamos quando somos beneficiados indiretamente em função de status social porque parecemos ser mais ricos ou pessoas melhores, não à toa nos EUA apenas 1% das doações são anônimas. Eu presenciei recentemente um caso peculiar; uma instituição esportiva universitária pedia doação a ex-alunos sem muito sucesso, quando foi anunciado que haveria uma placa na sede com os nomes dos doadores, o que você acha que aconteceu?
Doamos para NOS sentirmos bem.
Doamos para aplacar nossos sentimentos de culpa.
Doamos mais para aumentar nossas chances com o sexo oposto.

A razão em si pela qual você quer doar ao haitiano não importa. O bem feito será igual, mas doar agora não te dá direito algum de exigir atitude similar de outra pessoa. Doe, mas não é preciso anunciar nem cobrar. Essa é a sua parte!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Do Haiti e de quando o pior vem de sua própria gente

Dizem que é nos piores momentos que presenciamos algumas das maiores atrocidades que nós humanos podemos cometer. Mas é também nessas horas que ouvimos algumas das maiores besteiras. A escritora Amanda Ripley é autora de um livro fantástico que aborda a reação das pessoas nos grandes desastres. Em “Impensável” a autora bate em uma tecla que faz muito sentido, mas que vai de encontro ao que se repete em semana de terremoto: quase não existem desastres naturais.

Imagine a seguinte cena, leitor: você vê uma multidão de 100 pessoas caminhando todos juntos de mãos dadas e sem pára-quedas em direção a um precipício. Ao morrerem pela queda você não poderia atribuir as mortes à Gravidade, mas ao ato inconsequente, certo?

Em seu livro, Ripley vai nessa linha defendendo que as enchentes matam quem habita local inadequado, isso não pode ser culpa da Natureza. Faz muito sentido. São Paulo anualmente presencia algumas favelas serem varridas por desabamento de encostas, mas a própria Defensoria Pública do Estado de São Paulo, reduto de esquerdistas e PTistas, defende que não se transfira seus habitantes, que se discuta uma solução com o moradores, como se isso aumentasse por mágica as margens dos rios. Veja bem, em tempos recentes houve 2 grandes terremotos em lugares distintos do planeta. No Paquistão ele matou centenas de milhares de pessoas, mas na Califórnia matou menos de uma centena. Vimos agora nas férias dezenas de pessoas morrerem Brasil afora mesmo sabendo QUANDO E ONDE anualmente as chuvas e as encostas cairão. Pois no Japão muito menos gente morre mesmo eles NÃO sabendo quando NEM onde será o próximo tremor.

Como passaram poucos meses desde o COP-15 na Dinamarca, foi o bastante para que por aqui ouvíssemos dos políticos incompetentes que as dezenas de mortes eram um aviso da mãe Natureza. Não! Não era! É sinal, sim, da incompetência dos governantes. A maior prova de incompetência brasilis talvez seja o Maranhão, pois mesmo não sofrendo com a seca nordestina é o estado de pior IDH na federação e é governado há 50 anos pela mesma família de bandidos. Quem culpar? A falta da seca ou a falta de escrúpulos da classe política? Os Sarneys ou quem vota neles? Eu acho que esses 2 últimos.

Desmoronamento mata em país pobre, incêndio mata mais em país pobre, Tsunami mata em país pobre. A pobreza e a ignorância é que matam, não a Natureza nem a religião!

Essa hora vocês já devem saber da desastrosa entrevista do Cônsul Haitiano ao SBT que vai abaixo. O cônsul George Samuel Antoine afirmou o seguinte: "Desgraça de lá está sendo uma boa para a gente aqui, fica conhecido". E depois emendou: "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fodido."


Ou seja, terremotos para ele têm cor de pele e mesmo crença. Ele será afastado do cargo? Óbvio que não, pois o embaixador do Haiti no Brasil, Idalbert Pierre-Jean, disse que “não é hora de dividir, mas de somar”. Ou seja, ele já tem um salvo conduto! Essa coletânea desastrosa de declarações mostra que o maior perigo de toda uma nação não é o Aquecimento Global ou Terremotos. São, sim, seus políticos. E nas nações democráticas, seu maior perigo é mesmo sua própria gente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Como não exagerar à mesa (webrun)


O tema Natal já passou? Com certeza! Mas outros inevitavelmente virão para os muitos de nós que sobreviverem até lá, então o tema sobre comportamento alimentar à mesa nas grandes festas é sempre atual. E foi esse o tema do meu artigo no webrun no mês de Dezembro último. Para conferi-lo, basta clicar aqui!

Vejo vocês lá! Até mais!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Grandes porções e a briga com a silhueta

Cinema combina com combo de pipoca e refrigerante tamanho jumbo, certo? Pois saiba você que Brian Wansink da Cornell University Food and Brand Lab fez um experimento no qual ele oferecia pipoca em grandes potes aos indivíduos. Quando estavam com grandes porções as pessoas comiam 53% mais.

Para piorar, em estudos com as pessoas assistindo TV, eles concluíram que as pessoas perdem alguns sinais que o corpo envia para sinalizar saciedade pedindo que paremos de comer. Os pesquisadores canadenses avaliaram que garotos que viam Simpsons consumiram 228kcal a mais em pizza que aqueles que não estavam em frente à TV.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O que levar pra praia? Não esqueça de levar (e deixar lá!) o lixo!

Ainda na série “o Fantástico é ruim, mas nesse domingo eu encarei de frente”, volto com uma reportagem deles. O brasileiro não perde a chance de repetir uma mentira pra ele mesmo: a de que temos a cidade e o litoral mais bonito do mundo. A gente repete sem parar pra ver se vira verdade. Quem sabe? Já são quase 200 milhões que acreditam. Temos um muuundo pela frente.

Eu não sou o maior fã de praias. Sempre que tento racionalizar minha não-ida, lembro da muvuca e de como o brasileiro é um povo porco por natureza. As nossas ruas parecem sempre com uma favela de tanta sujeira. Então no verão as cidades ficam cheias e levamos um pouco desse hábito primitivo para nosso destino. A prova numérica?

A emissora pediu que as empresas que coletam o lixo das praias avaliassem 1km de areia durante 1 dia em um final de semana. Em uma praia de Salvador o número foi de 7,5 toneladas! Um número espantoso. Grande parte disso é composta por cocos, mas grande parte disso é plástico. E aí entramos na 3ª boa reportagem deles que fala de um problema que os ecoxiitas poderiam se concentrar: o montante de lixos e plásticos nos oceanos. Tal qual o lixo embaixo do tapete, ninguém vê e parece não haver importância.

Apenas não usar sacolinha de supermercado infelizmente sozinho não resolve. Se você faz isso também não adianta ser um falso ecochato jogando na cara dos amigos porque já disse aqui que isso é apenas um motivo pra você cometer seus outros pecados, esses sim muito piores.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Indulto ou seria Insulto de Natal?

No país da violência selvagem e dos 50 mil homicídios anuais fica difícil argumentar a favor dos indultos frequentes que possuem alguns presidiários por aqui. Toda semana pós Dia das Mães, Páscoa e Natal o que não faltam são os muitos exemplos de crimes graves que foram cometidos por alguns beneficiados.

Pois agora foi divulgado que quase 9% dos presos do Estado de São Paulo que receberam indulto de Natal e Ano Novo não retornaram aos presídios, segundo balanço da própria Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). De acordo com o relatório, 23.331 detentos receberam a autorização de saída temporária para as festas de fim de ano e o total de presos que não retornou é de impressionantes 1.985 (8,51%)! *Entre esses, muitos podem já ter sido presos e outros ainda poderão retornar fora do prazo estabelecido, estando sujeitos assim às penalidades.

Que nossa legislação é um retalho cheio de erros, uma piada, isso ninguém duvida. Agora como ficam as famílias de pessoas mortas ou roubadas por alguns desses marginais? O crime é sempre um cálculo simples entre benefícios e riscos, não se explica pela pobreza, desemprego e/ou educação como muitos pensam. O que fazer quando você comete algo que o coloca atrás das grades, mas sabe que se tiver bom comportamento por um tempo vai para as ruas livres? Por que respeitar as leis se será liberado para algumas festas? Esse país é um equívoco do início ao fim onde os presos ficam literalmente fora das prisões.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mortes no Trânsito? O caneco é nosso! Brasil-sil-sil!!

Não sei quando foi a última vez que havia assistido ao programa dominical Fantástico da Globo. Ele continua ruim, brega, inexplicavelmente duradouro. Não assisti ao programa completo, acho que nem a Renata Ceribelli nem o Zeca Camargo conseguem. Até diretor do programa deve dormir de tanta raiva. Eu não! Fui forte e fiel! Me auto-penitenciei! Esse gesto purifica a alma de tempos em tempos. Vocês deveriam tentar começar com doses homeopáticas! Um bloco de A Fazenda, depois ½ capítulo de novela na Record, algum programa vespertino e por aí vai.

Mas eles exibiram esse domingo duas boas reportagens que são uma bela análise do nosso país. Em uma reportagem especial eles mostraram o nosso trânsito caótico que mata mais de 35.000 pessoas ao ano (outro cálculo aponta 62 mil mortos!). Aqui se mata de 4 a 5 vezes mais do que a média na Europa com o agravante terrível de que por lei todos nós temos o direito de matar algumas pessoas no trânsito e se manter em liberdade enquanto europeus apodrecem nas cadeias quando matam. Uma pena que eles não ajudaram a derrubar o mito de que o problema estaria nas péssimas estradas e não na verdadeira razão, a imprudência, resultado da total impunidade.

Ficamos sabendo, por exemplo, que em Santa Catarina a Justiça mandou acabar com os radares fixos nas rodovias estaduais em razão de uma suposta “indústria das multas”. Não é nada difícil calcular o número de mortes evitadas, tem-se assim o preço que nossa sociedade acha justo pela vida de um brasileiro. Inclusive já havia escrito aqui, no Brasil invertemos até as leis de trânsito, até o governo assume que é o pedestre quem tem que parar na faixa de pedestre e não o carro como no mundo civilizado.

Veja bem o exemplo catarinense, lá havia ocorrido uma queda de 72% nas mortes com a implantação de radares, com a redução deles houve um aumento de 50% nas mortes, mas agora todos estão mais felizes, mesmo que morrendo bem mais. Justo! Cada povo tem o que merece. A verdade é que não consigo ver coisa mais estúpida do que proibir radar alegando indústria da multa. Brasileiro quer ter o direito até de cometer infração sem ser punido. Povo burro.

Uma pena também que no final partiram para aquela baboseira de “o que o brasileiro pode fazer para melhorar o trânsito”. O melhor a fazer é simples: votar direito! Temos o maldito hábito de achar que nossos problemas são sempre por causa da Educação. Somos pobres, sim, por falta de Educação, mas não respeitamos as leis e as regras porque há impunidade. Pergunte a qualquer europeu o tamanho da mordida quando eles fazem barbeiragem por lá.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

As chances do Terror

Quais são as reais chances do terror? Lembro como se fosse hoje, eu estava no aeroporto de Milão pronto para embarcar para Genebra (Suíça) quando ocorre aquele lelê com o sistema aeroportuário do mundo todo entrando em colapso porque os serviços secretos de EUA e Reino Unido desbarataram um plano da Al-Qaeda para derrubar quase 15 aviões que faziam os trechos EUA-Inglaterra. O ano era idos 2006, quase 5 anos após o maior ataque terrorista de todos os tempos.

Agora façamos o seguinte exercício: pense qual o nível de segurança pré e pós 11 de Setembro de 2001. Se sair perguntando verá que há muita gente que morre de medo de um ataque terrorista. As pessoas acham menos seguro hoje do que antes. Algumas pessoas acham que a Al-Qaeda seja realmente uma super organização terrorista que pode tudo, quando na verdade em matéria de terrorismo eles podem muito menos do que se supõe. Eles não derrubam aviões dia sim dia não, não porque não queiram, mas porque não conseguem.

Há um livro espetacular (“Plano de Ataque”, de Ivan Sant’Anna) que descreve todo o processo da organização ao ataque às Torres Gêmeas. No livro você vê a interminável sequência de erros e coincidências que terminou na morte de mais de 3000 pessoas. Vê também como mudanças muito tênues simplesmente acabaram com a possibilidade de ataques similares.

Mas o tempo passou e um nigeriano por muito pouco no final do ano não derruba um avião em um ataque que provavelmente vai exigir novas e aborrecedoras medidas para segurança dos voos. O que mais espantou nesse ataque foi que mais uma vez, tal qual em 2001, o nome do sujeito estava em uma lista negra de nomes suspeitos e mesmo assim não houve qualquer impedimento para que ele embarcasse sem despachar qualquer outra mala, comprando apenas passagem de ida, pagasse em dinheiro, trocasse de voo e ainda trouxesse coisas em sua bagagem de mão. O pior: essas pessoas sequer trocam de nome! Mas acontece que digitaram os nomes errado! Como pode?? Como ninguém faz nada?!?

Infelizmente em um país democrático as coisas são mais complicadas. Quem já viu o seriado 24h com Jack Bauer deve achar que a CTU (unidade de contra-terrorismo) do seriado mais parece o BNDES tamanha bagunça e vulnerabilidade. Mas aquilo é ficção, não vale! Acontece que hoje existem milhares de pessoas em listas de suspeitos de terrorismo que não podem ser presas porque a grande maioria parece ser completamente inocente. Prender todos seria uma injustiça. Então os americanos precisam, sim, melhorar em muito a confiabilidade dos listados. Enquanto isso, a presepada incapacidade e a vulnerabilidade dos próprios terroristas impedem coisas piores.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Boris Casoy e nossos preconceitos postos à prova

Final de ano é mesmo a melhor época de cometer suas gafes porque você pode ter a sorte de que ela passe despercebida. O problema é quando você é âncora de telejornal, pois nessa profissão sua credibilidade e simpatia são quase tudo onde apoiar a competência. Boris Casoy, dentre os grandes nomes do telejornalismo brasileiro, é provavelmente o único que não precisou erguer sua carreira passando pela Rede Globo. Lílian Witte Fibe, Carlos Nascimento, Ana Paula Padrão, Joelmir Beting, todos esses, sem exceção, já estiveram na emissora carioca. Casoy não. O Jornalista é inegavelmente competente, merece cada Real que ganha com a credibilidade que construiu ao longo dos anos. Foi ele, por exemplo, quem fez a pergunta sobre crer em Deus que pode ter custado a eleição à Prefeitura de São Paulo à FHC e é ele também o autor do famoso bordão “Isto é uma Vergonha!”. Ele é um daqueles poucos profissionais que dá peso a um novo programa.

Pois Casoy foi vítima daqueles problemas de vazamento de áudio que já derrubaram Ministros e reputações. Um episódio que já corre a Internet o mostra dizendo o seguinte (o vídeo você pode conferir aqui) no Jornal da Band:

“Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho…”

No dia seguinte (01/01/10), o jornalista pediu desculpas no mesmo programa (veja o vídeo aqui) desse modo:

"Ontem, durante o intervalo do 'Jornal da Band', em um vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do 'Jornal da Band'.

Casoy é um brasileiro como todos nós, com nossas virtudes, defeitos e preconceitos. Ele é sem dúvida mais inteligente, culto, politizado e esclarecido que a nossa pobre média. Ele sabe que o que disse é errado. Ele errou e tem que pagar pelo tremendo erro. Ponto. Crucificá-lo é coisa de quem quer culpar outros pelos pecados mais íntimos. Não precisamos saber dos preconceitos deles, na qualidade de jornalista é necessário inclusive que não saibamos de alguns dos piores. A revolta de alguns depois do episódio parece residir mais não no fato de pensar assim, mas em externá-lo a todos. Esse é o problema! O Brasil é aquele país onde quase todos se consideram sem preconceitos, mas que na 1ª oportunidade sempre relatam serem testemunhas de casos de racismo, mesmo onde não haja. Somos aquele país de pessoas que gostam de gritar a todos que são puritanas, mas que se veem cercadas de racistas.

No Ano Novo não faltaram piadinhas que pediam o fim dos banqueiros, mas quem vai falar mal de Gari? Ninguém! Não à toa eles foram matéria, todos gostam e defendem a categoria. Eles sofrem com a pobreza que acaba os tornando erroneamente aos nossos olhos sempre como mais puros e merecedores de elogios. Que a piada grotesca de Casoy seja assim pela falta de respeito com a qual tratou uma categoria que existe mais pela falta de opção do que por escolha, mas que não façamos o erro de condenar alguém como se desse mal não sofrêssemos. Porque quando o canal de áudio está erroneamente aberto se ouvirem tudo o que pensamos quando conversamos com nós mesmos, veremos que somos até muito piores que o Boris Casoy.

Quanto o pedido da cabeça do jornalista, isso é coisa de covardes! Coisa daqueles que ligam o episódio a um suposto racismo ou “fascismo das elites”. Essas pessoas não sabem o significado nem da primeira nem da segunda palavra. Nesse nível essa perseguição ao jornalista é coisa de calhordas que ainda tentam dividir o país entre bons e maus, ricos e pobres. Esses têm um compromisso não defendendo os garis, mas interesses outros. Que a TV Bandeirantes não caia nesse truque baixo e sujo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mais do mesmo?

Quem me conhece sabe que minha análise do Brasil é, no melhor dos meus dias, um pouco menos pessimista. Acho que estamos fadados ao fracasso, acho que somos a prova de que Darwin está errado, pois somos a terra onde houve o triunfo dos menos aptos. Pois bem, historicamente em nosso país, aquele candidato à presidência que termina o ano liderando as pesquisas, vence as eleições do ano seguinte. Sou um eleitor de Serra e já fazia um tempo não nutria grandes admirações por Aécio Neves. Mas ao final de Dezembro ele publicou uma carta que pode ser tida como a essência do jogo que se iniciará dentro em breve. Parte dela diz algo muito interessante:

Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o País ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam.

Confesso que fiquei muito feliz em ler essas palavras do Aécio, candidato que por muitas vezes flertou com o PT e que não parecia pensar desse jeito. Um alento! Que este seja um dos motes da campanha. Mas meu país não me decepciona nunca! Estava tudo terminado quando recebo mais um atestado de como as coisas funcionam por aqui. Uma amiga advogada comentava horrorizada a liberação do médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 crimes sexuais. Eu não vi horror nenhum, achei muito justo! Onde já se viu acabar com o Natal dele? Vai prender criminoso agora? Que absurdo! Pois enquanto falávamos disso assistia a uma curta reportagem (que vai aqui e abaixo) sobre os desdobramentos dos inúmeros escândalos no nosso congresso (105 para ser mais exato). Sabe quantos punidos? Adivinhem...

ZERO!!

Este ano é ano de eleição, mas o Brasil é mais Brasil! Estou confiante com aqueles que se dizem inconformados com nossa situação, que estes mesmos continuem reelegendo os Arruda’s, Collor’s e Sarney’s da vida! No Brasil e em Papai Noel eu já não acredito faz tempo.

Feliz 2010!



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