terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Nome pode atrapalhar? - parte 2

Um tempinho atrás em um post sobre a influência dos nomes no futuro das pessoas, falava da minha teoria de que alguns nomes característicos de regiões do país (notadamente e francamente o Nordeste) ou de classes sociais (sem hipocrisia, as mais pobres) poderiam receber um tratamento menos justo em ocasiões como aquelas em que você não tem contato com a pessoa, mas apenas lê (carta ou e-mail) ou ouve (telefone) ela dizer como se chama.

Em outro post que falava sobre criminalidade e a aparência da pessoa (feios e bonitos) eu citei o fato de alunos mais bonitos receberem mais atenção dos professores. Mas parece que não são apenas os mais bonitinhos, não. Um estudo da University of Oldenberg baseado em um extenso questionário online preenchido anonimamente conclui que a grande maioria dos professores alemães traça um paralelo entre o desempenho escolar dos alunos e o primeiro nome deles.

Cerca de 2000 professores do ensino elementar anonimamente disseram que nomes tradicionais e obviamente germânicos são associados com melhor desempenho e melhor comportamento. Por outro lado, de nomes não-tradicionais e não-germânicos (de imigrantes, por exemplo) eles esperam piores notas e mais “arte” em classe.

Por incrível que pareça, a gritante maioria dos professores disseram fazer essa associação com o primeiro nome sem nem pensar duas vezes. Apenas uma pequena porcentagem disse na pesquisa anônima fazer uma segunda consideração. Ou seja, há um claro sinal de rotular negativamente alguém pelo nome. Vai ficando claro que nome não ajuda, mas pode atrapalhar.

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