segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Calma, delegado, um por vez...

Eu havia escrito aqui no blog sobre um estudo que apontava a imprecisão do modelo de reconhecimento de acusados de crimes que se usa atualmente no qual a pessoa vai e aponta entre alguns sujeitos (em torno de 6) apresentados ao mesmo tempo quem seria a pessoa que ela teria testemunhado como sendo o criminoso.

Usei o exemplo nos EUA que denunciam uma série de injustiças nas condenações naquele país. Por pura coincidência, na mesma semana saiu uma reportagem de um caso no Paraná onde um acusado foi preso, apontado nesse tipo de reconhecimento como culpado, mas todas as provas apontam para a inocência dele. E então recebo a notícia que a polícia de Dallas (EUA) alterou seu sistema de reconhecimento.

O departamento daquela cidade desde Abril adotou outro modelo. Se antes a vítima ou testemunha era apresentada ao mesmo tempo a 6 pessoas com o suspeito entre elas sem que ninguém soubesse quem era ele, agora as fotos são mostradas uma a uma.

Essa pequena mudança no procedimento trouxe grande resultado porque nesse método sequencial a testemunha parece prestar mais atenção ao ir comparando com a imagem que tem em sua memória fazendo uma tomada de decisão mais decisiva e absoluta. A prova de que isso seria melhor? A análise ainda não conclusiva de 26 estudos recentes estudos mostra que esse método apesar de apresentar 15% menos identificação, possui mais apuro por ter 39% menos erros.

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