O dia em que essa discussão iria aparecer estava pra chegar, pois o sujeito obeso que deseja voar pela United Airlines agora tem que ficar atento e seguir uma regra referente ao tamanho do seu corpinho. Se você não consegue se sentar facilmente, afivelar seu cinto e ainda abaixar o apoio de braço, você será convidado a pagar por um segundo assento na classe econômica ou comprar um assento na 1ª classe. O pior de tudo é que se o voo estiver lotado, você será remanejado para o seguinte mesmo pagando por isso.O que a porta-voz da empresa disse ao jornal Chicago Tribune foi que eles receberam centenas de reclamações de clientes dizendo que fiveram um voo desconfortável porque o passageiro ao lado “invadia” o seu espaço. Outra empresa, a Southwest Airlines, apresentou similar declaração. Depois disso a United publicou sua nova política de transporte que é similar à da Continental que já tem 5 anos, enquanto a da Southwest tem já 2 anos. Ou seja, algumas das maiores empresas do mundo já tratam do assunto, não demorará pra chegar o dia em que os obesos independentemente da empresa que voem, pagarão em dobro.
É um fato que os obesos não contam com muita simpatia porque ainda resiste o fato da sociedade achar que obesidade é em grande parte resultado de uma fraqueza individual, uma escolha, preguiça, não uma doença. Prova disso é que para os passageiros muito altos a mesma United que sobretaxa os obesos oferece um serviço interessante. Nela você pode adquirir o assento Economic Plus que custa 20% mais, mas que possui quase 13cm a mais para as pernas. Se parece pouco, saiba que a distância média entre as fileiras é de 76cm a 81cm.
Mas para os gordos a opção assento “um pouco” mais largo não existe! Para eles a coisa é binária, é tudo ou nada! Ou 1 ou 2! Injusto? Para mim é um pequeno indicativo de que a obesidade é vista como opção, falta de capricho, esmorecimento, desleixo. Tecnicamente seria muito difícil oferecer assentos mais largos? Não mesmo! Uma fileira com 6 assentos poderia tranquilamente virar uma com 4, assim o taxado não teria um sobrepreço de 100%, mas de 50%. Não seria mais justo? Ou os deficientes físicos com espaços especiais e os diabéticos e suas refeições pagam mais?

1 comentário(s):
Meu amigo Balu!!! Acho que vamos n mais que dar treino de corrida mais também para as pessoas andarem de avião!
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