"The rifle is the first weapon you learn how to use, because it lets you keep your distance from the client. The closer you get to being a pro, the closer you can get to the client. The knife, for example, is the last thing you learn."A frase acima foi dita por Léon, interpretado por Jean Reno no muito bom "O Profissional" (Léon - The Professional, EUA 1994). Ele fala isso enquanto ensina uma Natalie Portman no seu primeiro filme de sucesso e nos seus 12 anos de idade interpretando a excelente Mathilda! A cena da aula prática de como ser um sniper é um dos pontos altos do filme. Veja aqui a cena, uma das melhores sequências de sniper do cinema!
E se os piratas que foram manchete recente no mundo inteiro não aprenderam que até uma criança com uma arma certa pode dar tiros precisos, o que eles queriam, então? Pois foi nessa que semanas atrás brinquei de vidente e ganhei. Assim que surgiu a notícia de que uma tripulação americana havia sido sequestrada por piratas somalianos eu comentei aqui em casa que havia sido o grande erro deles até hoje. Sequestrar europeu, tudo bem! Eles gostam de negociar com bandido. Eles são como intelectuais brasileiros, eles gostam de bandido. Já sequestrar americanos foi um abuso fatal! Eu apostei aqui em casa que os EUA fariam uma operação ao estilo John McClane, daquelas que não dialoga com terrorista, atira e mata. Dito e feito! 3 piratas somalianos mortos por um atirador de elite americano. Agora os piratas (que têm até porta-voz!) dizem que vão ser mais duros com os americanos. Azar o deles em insistir no erro achando que são imortais como Jack Sparrow! Eu aconselharia a manter o foco no cliente europeu!
Os americanos têm uma conduta de operação muito interessante quando se fala em negociar com bandido, pois quando há rebelião em presídios eles trabalham de uma forma diferente. Você não sabia que lá também há rebelião? Há, mas ao contrário de Bananópolis, lá não há mortos nem colchão queimado. Assim como na Terra Brasilis, não há invasão durante a negociação, porém lá há um “porém”. Houve uma rebelião muito tempo atrás na região Norte do país em que as câmeras de TV registravam a bela surra que um carcereiro feito refém levava de diferentes bandidos em cima do telhado do presídio. A polícia assistia tudo sem fazer nada enquanto as mães dos bandidos choravam à porta da cadeia e a turma dos direitos humanos, eufórica, esperava tudo de plantão. Nos EUA, à partir do momento em que um dos reféns sofre QUALQUER tipo de violência física, é o sinal para que a polícia ou outra autoridade (SWAT, FBI...) invada usando a força. Fim da rebelião. Número de mortos? Do lado do bem, nenhum.
Hoje a nossa polícia sofre tamanha patrulha que eles pensam até o último momento antes do uso da força, o que é um erro. Vejam o caso do GATE em SP. Eles têm um índice de sucesso superior à maioria das polícias de todo o mundo, mas mesmo assim no desfecho daquele caso da jovem Eloá, assassinada pelo namorado louco, eles ficaram marcados como uma equipe de presepadas, o que é um erro incrível!
Voltemos ao caso do americano libertado recentemente. Primeiro a Marinha Americana ignorou as ameaças dos piratas de não se aproximar da embarcação sob risco de matarem a tripulação. Eles atenderam às ameaças e voltaram às negociações, mas passado um tempo eles julgaram que o capitão americano estava sob risco de morte então um atirador de elite (sniper) matou 2 piratas e ainda matou um terceiro covarde que se escondia. Se fosse um europeu estaria até agora apanhando e se fosse a Marinha brasileira estaria até agora explicando para “intelectuais” o motivo de matar 3 piratas. Eles gostam tanto de bandido que ai de quem ousar matá-los em operações...
Essa operação militar americana foi na verdade o primeiro teste do novo presidente Obama. Convenhamos que ele já deu sorte, pois o primeiro teste a que Bush foi submetido resultou em quase 3000 mortes num certo 11 de Setembro de 2001. Ou seja, comparado ao Iraque ou ao Afeganistão, isso foi fichinha! Mas houve quem declarasse que ele naturalmente ainda precisa se fazer provar aos oficiais e mesmo ao público, que ainda o ama. A Casa Branca num esforço de preservá-lo fez questão de distanciá-lo da pendenga até que ela fosse concluída com total êxito e agora, sim, seus assessores não cansam de dizer o quão inteirado do assunto ele estava e alegam ter sido ele quem deu o OK para a operação. Como disse alguém: "a verdade é que é duro imaginar como as coisas poderiam ter sidos melhores para o jovem presidente”. Já eu do meu lado fico imaginando o Obama no BlackBerry dele dando a ordem: "É 100%, 14? Então senta o dedo nessa p%&&*!". (*essa outra cena antológica de sniper no cinema)
Voltemos aos atiradores de elite, os heróis da missão. Talvez os mais famosos snipers do cinema tenham sido Ed Harris e Jude Law em “Círculo de Fogo” (Enemy At The Gates, EUA 2001). Mas eu não gosto de nenhum dos 2! Para mim o maior sniper da história do cinema é canhoto e atende pelo nome de Soldado (Raso) Daniel Jackson, vivido pelo ator Barry Pepper no espetacular filme “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan, EUA 1998). Religioso dedicado que carrega na invasão à Normandia (França) uma cópia da Bíblia, ele proclama de uma maneira que não deixa de ser tocante alguns salmos na hora de entrar em ação. No vídeo que você vê aqui há as 3 principais ações dele no filme onde ele declama:
"Be not that far from me, for trouble is near; O my strength, haste Thee to help me.No posto de 2o lugar como melhor sniper da história está o Avery "Angel" King vivido pelo ator Keith Robinson na espetacular série “Over There” (EUA 2005), interrompid
Blessed be the Lord my strength, which teacheth my hands to war, and my fingers to fight.
My goodness, and my fortress; my high tower, and my deliverer; my shield, and he in whom I trust; who subdueth my people under me.
O my God, I trust in thee: let me not be ashamed, let not mine enemies triumph over me."
a após 13 episódios. Ele recebe o apelido de Anjo pelo próprios companheiros de pelotão que se espantam com o incrível talento dele. Avery King apesar de ser um atirador de elite não gosta de matar, ele o faz porque é obrigado e porque é extremamente habilidoso. E a maior diferença entre as duas produções está no período em que elas ocorrem. Em “O Resgate...” (2a Guerra) os soldados são recrutados, é uma forma muito mais amadora, onde eles estão lá para defender uma nação enquanto em “Over There” (2a Guerra do Iraque) eles são profissionais. Mesmo assim, o primeiro (Jackson) recrutado parece muito mais disposto a aceitar a tarefa de matador que o profissional “Angel”, que o faz quase reclamando e explicando que não gosta de matar.Na cena mais antológica de Avery, que não achei nem mesmo no Youtube, ele é um dos encurralados por iraquianos milicianos em ampla maioria. Um dos soldados chama desesperadamente pelo rádio por reforços e ouve uma pergunta sobre o número de inimigos, e enquanto o soldado tenta descobrir a informação, Avery, o Anjo, vai matando um a um tornando a informação imprecisa segundo a segundo causando dúvidas sobre a real necessidade de esperar por reforços já que ele sozinho estava vencendo todos.
E em um episódio com uma 2a participação ele é apresentado a um dos inúmeros conflitos existenciais sobre matar um suspeito ou não. Aqui não posso me alongar sob risco de estragar a surpresa e o debate com os tais valores pessoais, mas o modo como essas “crises existenciais de guerra” aparecem na série é sem dúvida alguma seu maior atrativo.
Se os piratas somalianos assistissem mais cinema americano, teriam libertado o capitão logo de cara. Não o fizeram e assim perderam 3 piratas.

2 comentário(s):
Post animal!
Barry Pepper é inigualável como o sniper em "O resgate do soldado Ryan". Aquela reza dele é o toque final!
Outro sniper muito bom está em "Perigo real e imediato", onde o cara fica escondido no mato atirando numa placa ao lado do instrutor que fica, inutilmente, tentando localizá-lo.
Outro exemplo muito bom de diferentes formas de negociar reféns está em "Munique", sobre o desastroso resgate dos reféns durante as Olimpíadas naquela cidade. Bom, na verdade o filme é sobre a vingança póstuma.
O lance é que quando há possibilidade de negociação, abre-se as portas aos malfeitores. Quando fica explícito que o bicho vai pegar - seja com a SWAT ou com o Mossad - aí o buraco é mais embaixo...
Abraço, Rodolfo.
Que bom que gostou! Duvido que surja em curto prazo algum sniper melhor que ele! A reza é emocionante!!!!
Eu sou teórico do negociar JAMAIS com terrorista!
Abrax
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