Neste feriado de Páscoa li duas notícias que sob um primeiro olhar desatento seriam apenas mais um indicativo de como patinamos e apenas andamos para os lados como nação, mas elas na verdade são muito mais importantes e graves do que parecem. Em uma delas a promotora Déborah Kelly, do Ministério Público do Estado de São Paulo, quer que o São Paulo Fashion Week (SPFW) adote a política de cotas raciais porque o porcentual de modelos negros no evento (em torno de 3%) é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria seria assim fazer um acordo de “inclusão social” estabelecendo um número mínimo de modelos negros nos desfiles.
Comecemos pelas estatísticas, segundo o IBGE no Brasil 49,7% da população é composta por negros e pardos, de acordo com o último censo de 2007. O ponto é que este número é a soma de negros (6%) com pardos (ou mestiços) hoje na casa dos 43,7%. Assim, em Dezembro de 2008 o Ipea, em parceria com o IBGE, divulgou que os negros já seriam 49,7% dos brasileiros. Ou seja, branco com negro, virou negro. Índio com negro, vira negro. Chegamos ao absurdo que num futuro não muito longínquo, seguindo esse raciocínio burro e rasteiro de que onde entra negro vira negro, o mundo será negro! E nem por isso ele será melhor. Então este é o primeiro sinal de que algo está errado. Continuemos.
Por que implicar com a SPFW? A promotora parece querer nos dizer que há algo lá que ela não encontra em outros ramos de atividade, ou estaria ela querendo algum espaço na imprensa? Ela poderia implicar com a porcentagem de negros no MP, no Congresso, nas duplas sertanejas e nas alas das baianas no Carnaval Carioca. Ela também teria que começar a questionar na SPFW cotas para obesos, baixinhos (verticalmente desfavorecidos?), carecas e daltônicos. Bom, com a cota de idiotas no MP ela que não se preocupe, a taxa parece estar mais alta do que na média da população!
Como disse muito bem J.R. Guzzo em sua excelente coluna na revista Veja, o Brasil parece estar fazendo o possível nestes últimos tempos para dar a si próprio algo que até hoje conseguiu não ter: um problema racial. Se tantos outros países importantes têm questões sérias de racismo, por que o Brasil também não poderia ter a sua? Parece um motivo de desapontamento na visão das pessoas que foram nomeadas pelo governo para defender os interesses da população negra (e dar empregos aos seus amigos) que o Brasil seja um país pouco racista.
O país passou a flertar abertamente com essas ações sob o pretexto de fazer justiça. Parece que estamos querendo criar o ódio racial. Dá trabalho, mas o governo vem fazendo metodicamente sua parte. Uma das ferramentas para isso é atribuir aos "brancos de olhos azuis" a culpa por tudo o que ocorre de errado aqui. Quem nunca ouviu a expressão idiota “elite branca”? Porém, nada é pior do que estabelecer por lei que cidadãos devem ter direitos diferentes de acordo com a cor de sua pele, como preveem os projetos de "cotas raciais" em debate no Congresso Nacional.
Pois é aí que chegamos ao caso da estudante Tatiana Oliveira, 22 anos, que cursa pedagogia na Universidade Federal de Santa Maria. Ela apelou à lei das cotas para ingressar na
faculdade declarando-se parda. Por quê? Porque chegamos ao ponto que no Brasil você se atribuindo uma cor, virou vantagem competitiva. Virar negro no Brasil está virando uma categoria política. Se você olhar para a tal Tatiana você a chamaria de negra? Duvido. Mas o IBGE diz que ela é. E se um órgão do governo diz isso, ela está dentro das regras! Ela é negra pela política de cotas raciais.
Mas acontece que a Tatiana foi discriminada, mas ela não pode sê-lo por uma comissão que agora decide quem é e quem não é negro. Lembremos que a utilização de comissões ocorreu de forma sistemática em um passado deprimente: na Alemanha nazista. Acontece que para a tal comissão do movimento negro patrulheiro, não basta ser negro, é preciso participar! O postulante tem também que ser vítima ou se sentir vitimizado. Não basta ser (ou dizer ser) pertencente a uma minoria, é preciso também aderir à política do barulho, do perseguido, do marginalizado, do oprimido. Para ter direito, você precisa ser um deles, precisa ser um militante da causa. Eles não querem proteger o indivíduo se o indivíduo não é massa de manobra para a militância. E foi esse o erro da Tatiana, ela não é um deles! Ela tem o direito, resolveu exercitá-lo, mas não é uma militante!
O que há de errado neste país, leitor? A lei das cotas raciais não exige que a pessoa se sinta discriminada ou tenha sido alvo de preconceito. Isso não faz da lei menos pior. A lei é um absurdo contra a igualdade dos direitos! Ela só ganha espaço num país burro onde a minoria burra faz mais barulho do que os bons silenciosos. Essa gente vem pegando para si (e para os seus!) a Constituição e interpretando-a ao seu olhar obtuso, preconceituoso e vingativo. A desigualdade ou a reconstrução dela desse jeito anacrônico e ignorante é a causa atual. Ela pode não estar mirada ainda contra você agora. Ainda.
Como disse no início do texto, esta questão é MUITO mais importante do que possa vir a parecer. Como disse Guzzo, parece que hoje estamos incomodados por não termos problemas graves de racismo como outros tiveram e estamos construindo isso passo a passo. É um trabalho longo, mas que vem sendo bem feito. É... precisamos tomar muito cuidado com o tipo de nação que estamos assim construindo.

5 comentário(s):
Belo texto Balu!
concordo plenamente.
Abração,
Gustavo "Belene"
Balu, ótimo ponto-de-vista!
Essas são aberrações de pessoas públicas querendo ficar mais públicas. Querem corrigir esses desvios com aberrações jurídicas.
Não há nada mais discriminatório do que política de cotas. É uma dissimulada sugestão de inferioridade.
Por que não proibem as mulheres de dirigir (OK, senhoras, os homens envolvem-se mais em acidentes...)? Por que não há cotas para loiras nas empresas (OK, meninas, e loiros também...)?
Sobre o Fashion Week, não é o evento que concentra a elite brasileira? O supra-sumo dos da sociedade? Não é o pessoal de vanguarda, que adora ditar tendências - em qualquer campo da moda? Então por que não boicotam um evento tão politicamente incorreto por não respeitar cotas invisíveis?
Porque aí é demais, né? São prafrentex mas não vão perder uma festança dessas... Quanto à promotora, deve haver outros modos de ser convidada para a festa, querida...
Abraço, Rodolfo.
Flagelos humanos levados para a Europa. Atenção Civilização!
Em tudo quanto é civilização o ser humano anotou: !Cuidado com o elogio! Mas nunca os covardes e dependurados em interesses se dão conta; até que atônitos vêem reverter desgraças sobre si mesmos. Assim como de vinte anos pra cá a gana de domínio das “novas” cruzadas religiosas destroçaram a nossa educação civil e nos sitiaram com flagelos, desespêro, e violência; assim vemos na nossa cara a fuga de negros para a Europa. Incapacitados de tomar atitudes em sua própria terra, pois a religião os dizima, e os torna apáticos, enquanto come suas riquezas, vende seus órgãos, vende seus filhos; então, agora são usados para sitiar com flagelo e violência as cidades desenvolvidas (como vimos muito bem fazerem aqui no Brasil; com a imputação desvairada de igrejas e ‘seguranças’ em tudo que é lado; entupindo de sandices nossas escolas, nossas músicas, nossa liberdade; impregnando de violência nossos esportes, nossas convivências, exterminando nossos clubes, açulando um falso racismo, amordaçando nossa Imprensa, adulando nossos Exércitos, e infiltrando-se deformando nossos partidos políticos). As cidades que já não suportam mais o parasitismo psicológico que impõe fantoches através de teo-pulhíticas se tornaram alvos, e os pulhas passaram a disseminar a farsa de “protetores” das famílias para os jovens terem seus pais tutelados por crápulas alcoviteiros sem-escrúpulos (que pregam e disseminam que pessoas se vendem), para nenhum garoto ou garota e nenhum de nós sequer termos chance de tentar saltar a cerca das senzalas-mistas rumo à liberdade. Não importa a pele: Quem leva um filho pra pastor e padre ou diferentes caras dessa coisa, alimenta o desespêro, a violência, o descambo civil. Olhem com atenção tudo e verão em cada segundo desses (des)governos que se sustentam em lacaios covardes a fomentação da violência, do mentiroso conluio de descompromisso com a Terra e da insana devastação e depredação da Natureza e da Sociedade e de nossa Civilização. Se temos ainda algum tipo de brio então havemos que tomar uma posição pessoal ao olhar nossa sorte de a Natureza nos propiciar consciência para sabermos nos preservar. A mesma consciência e estudos nos deu a História e expõe na nossa face o que estamos a fazer; e se continuarmos repetindo a insensatez da mentirada da hipocrisia parasita em que sempre nos dependuramos, teremos a conta da extinção de nossos dias, todos desgraçados por nós mesmos, por nossa sujeição à canalhice de pulhas usurpadores de nossas produções e riquezas. Aprontemos defesa à nossa Civilização.
Haddammann Veron Sinn-Klyss
gostei do comentário do Rodolfo Araújo... "são prafrentex mas não vão perder uma festança dessas"!
Este comentário foi retirado do Terror do quadro nosso; depois de ler o desabafo da Carolina Ferraz, e de ver uma garotinha de uns 4 anos patolar o sapatinho num cocô de cachorro e ao tentar limpar sujou as mãos, a barra do vestidinho sem ver outro; então chorando e mostrando a maõzinha disse pra mãe:"Você me traz por aqui, não gosto de passar por aqui mãe, é uma rua de cocô!".
Toque de Recolher. A Prisão Civil de Adolescentes. O “Reino” do “Socialismo do Céu”. O Último Estrago de Submissão do Embuste Teo-Pulhítico. O Mundo nas Mãos Divinas de Uma Máfia de Canalhas.
“E eu que tinha apenas 17 anos baixava minha cabeça pra tudo, ... , era assim que eu via as coisas acontecer” (Nenhum de Nós) ... Anos 80 ... dias pré-Democracia.
1958 ... Com um barulho intenso de uma tempestade, um infante nasce sentindo o frêmito de um momento gigantesco de uma Nação.
Alguém dissera uma vez acerca do ser humano: “Note o homem, ele é uma ‘antena’ sensibilíssima”.
Um gurizin não tem nem oito anos de idade e aguça atenção sobre notícias de jornais; ele sente as freqüências confusas, e uma penumbra esquisita tomar o fulgor das cores de sua Pátria.
De pé, na chuva, um homem observava um portento erigido com orgulho, esforço, e um peito destemido, mas amargava um misto de pavor e desgosto indescritível; ao invés de estar contente com seus feitos em prol da nação, sentia o gosto da infâmia, da ingratidão, da perseguição, por melhorar a sociedade civil em que prestava serviço; o maior estadista brasileiro de todos os tempos: Juscelino Kubistchek; chorava ao ver Brasília. O coração estraçalhado do gosto do exílio (porque serviu bem ao seu País) notou o tentáculo do terror pederasta que destruiu Roma, Grécia,..., e viu-o ali fincado com as garras enterradas na Cidade que orgulhara o Brasil entre as capitais do mundo.
O Brasil não podia erguer-se daquela maneira, desafiando a submissão dos aterrorizadores das nações, sem o tutelamento dos manipuladores de cabeças, dos usurpadores de riquezas, sem o crachá e as marcas dos parasitas em cada tantinho da vida do brasileiro. O Exército tomou a frente antes que o Brasil virasse cópia da Índia e esterco ressequido na mão de cercadores divinos de gente.
Levanta-se Sarney com o fardo de uma tarefa imensa. Pego de surpresa, mas com tutano e escrúpulo civil, abre a Lei Rouanet, livra o País de censura, equipara o dinheiro nacional ao dólar; fala sem sofismas, sem mentira, o que era “rentabilidade”, instrui o povo, prepara o País para um futuro promissor.
Mas de novo a penumbra espreita a vivacidade dos Anos 80.
No afã de criatividade e ousadia e vigor democrático do mundo, parando tanques, quebrando muralhas, espocando luzes e músicas, os cidadãos sentem o brilho da sapiência humana e vislumbram o despontar de uma civilidade inebriante. Mas o espesso e negro resto dos tuteladores da liberdade civil se amancomuna em um conluio medonho, nocivo, temulento, e dissemina o vírus da discórdia, disfarçado de “paz”, “caridade”, “segurança”, e, “família”.
O esgôto da dissimulação infiltra-se na Política, e paulatinamente transforma a autonomia representativa da Nação em dependurados cargos de capachos sacralizados, e prepara fantoches depredadores, forjados como plágios dos autênticos construtores da soberania civil do povo brasileiro. A violência irrompe desenfreada. Homens de valor caem, um por um, outros contêm suas vozes, ante à manipulação insana da turba de anencéfalos armados de divinos e encarnados intuitos. Uma gente “do bem” com cacoetes e torcimentos de bocas encosta na Educação, contaminando aceleradamente os Conceitos, cerceando os frutos dos Sociólogos, usurpando a Psicologia, comendo a Economia; cresce como um tumor encostando no lóbulo réptil das cabeças das pessoas, deformando a sonância e o esmêro da identidade da expressão brasileira num esquisito formato dependurador de vantagens com o endosso nojento de uma língua peguenta e o esgoto do curral divino.
Superior Tribunal Federal: passado à prova por incessante processo de injuriação e descrédito público dá a todos os brasileiros a oportunidade de ver o espúrio modo dos “cotistas” da teo-pulhítica manchar o trabalho da Justiça no País. O lado negro da covardia, no molde repetido de como se cercava os escravos com a própria raça, provoca o achincalhe estapafúrdio da alta magistratura do País ante a face lívida da Nação. A Justiça tem seu dia de repúdio próprio por ter sido condescendente com o símbolo do Terror postado atrás das cadeiras dos Tribunais; e não ter ajudado as Forças Armadas a não se adularem com os astutos e “capacitados” mercadores e seguidores da astúcia divina.
A Sociedade pena sob imensa e covarde submissão. A mentira deslavada tornou-se praxe, tornou-se “regulamento” do “se dar bem”. Quer andar na rua sem ser molestado? Pague. Quer telefonar pra alguém em confidente declaração? Esqueça. Quer correr livre nos gramados? Ele foi remanejado pros saltitos “bonitinhos” dos cachorros (Temos que estar distraídos a todo custo). A corrupção teocrática enriquece soberbamente os canalhas mais “capacitados” pela falta de qualquer escrúpulo. De esmolas obrigatórias à roubo descarado de propriedades, e dinheiro civil dado à força pra insufladores de guerras e terrorismos, os nababos drenam sem pena a riqueza dos que produzem; é o parasitismo teo-pulhítico que dizimou sem dó até a última umidez do osso os povos antes de nós.
Somos jovens, somos adultos, somos seres humanos para ver. Temos, por Natureza, a História para ver, e a consciência para refletir, e o brio civil para resistir.
“Pra quê estudar? Não é isso que me faz prosperar”. É isso que se ensina como lição nacional. “Pra quê crasear a forma léxica? Isso não faz bem à minha preguiça psicológica; não tô nem aí pra performance inigualável de nossa Língua!”. Aquela marca usurpadora da bandeira e dos símbolos da pátria brasileira borrada nos documentos da União Federativa do Brasil e no casco daquele navio dará tudo que a desonestidade conseguir vender à quem for “esperto”.
“Eu tô bem; ‘na paz’; meu filho tem a polícia, o (de)governo, e as igrejas, pra educá-lo; às 10:30h ele estará aqui bonitinho na barra de minha paternidade tutelada. Ora bolas! Desde Ur, na Antiguidade, já devíamos ter metido uma corda no pescoço dessa garotada rebelde; com tanto clube divino por aí, o que eles mais querem? As músicas já decoramos com a ‘essência celestial’; já redublamos as séries de TV; já montamos a ‘vitrine da fofoca’; já açulamos o interesse vulgar com nossa mídia obsessiva”; o que mais esses desalmados querem? Que liberdade que nada, isso é coisa que dá e passa”.
1ª. Declaração do Desenlace.
Haddammann Veron Sinn-Klyss
segunda-feira, 27 de abril de 2009
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