
Eu geralmente não dou esmola na rua, pois acho que isso incentiva que se aumente ainda mais na rua esse tipo de coisa. Acredito que o correto seria dar o dinheiro para alguém voltado para esse tipo de ajuda, como as ONGs. Outro motivo que me faz não dar esmola é que não é nada difícil encontrar picaretas, exploradores e pedintes profissionais. Não gosto também de dar dinheiro para caridade daquelas que abordam nas ruas porque costumava pagar uma entidade reconhecida e não ao primeiro que me aparecia. Mas não foram poucas as vezes que cedi e fui convencido pela maldita, mas muito esperta tática do "qualquer moedinha ajuda".
Como funciona? O pedinte vem, começa a conversar e a se apresentar para que você doe contribuindo com ele ou com a causa e ao final ele além do pedido acrescenta a frase "qualquer moedinha ajuda". Bom, muitas das vezes que ouço isso ("qualquer moedinha ajuda") lá vou eu metendo a mão no bolso e pegando as moedas menores e dando à caridade. Só eu caio nessa?
Nesse 4o artigo (1o, 2o e 3o) que escrevo sobre um livro, descobri que muito mais gente cede ao apelo do "qualquer moedinha serve". Vejamos... Em um estudo clássico, as pessoas que não foram solicitadas com o apelo do “qualquer moedinha” acabaram doando a uma taxa de 28,6%, porém quando o recurso foi usado – tcharã!! - 50% de doadores!
Você pode argumentar se esta frase não reduziria a média da doação, fazendo com que aquele que doaria agora passe a doar menos com a sugestão da moedinha. Pois o estudo chegou à conclusão que a média das doações permanece! Assim, o estudo recebeu o mesmo valor médio, mas recebeu de mais pessoas!
Posso falar por mim, eu já sabia que essa tática tem grande êxito para me convencer. O meu raciocínio é o de que eu ficava receoso de que alguns 15 centavos que teria ali disponível fosse ofender o pedinte. Veja bem, acho que quem pede a um desconhecido - não importando a causa! - JAMAIS poderia reclamar de quem dá pouco. Ele poderia NO MÁXIMO reclamar com quem não dá.
Mais ainda, ele não pode reclamar porque imagine a situação de um lugar onde todo mundo acha justo pedir e cobrar que se colabore. O Brasil já chegou e está bem perto bem perto do que seria isso. Então sempre que a pessoa deixava claro que qualquer moedinha ajudaria, ele baixava minha guarda relutante e ganhava alguns poucos centavos. Mas ele também ganha não somente os meus, mas os de muitas outras pessoas que, como mostra o estudo, colaboram ainda mais do que eu.
Bom, se você gostou do post, então deixe um recado com um comentário para eu saber que você leu. Qualquer recadinho serve!
Como funciona? O pedinte vem, começa a conversar e a se apresentar para que você doe contribuindo com ele ou com a causa e ao final ele além do pedido acrescenta a frase "qualquer moedinha ajuda". Bom, muitas das vezes que ouço isso ("qualquer moedinha ajuda") lá vou eu metendo a mão no bolso e pegando as moedas menores e dando à caridade. Só eu caio nessa?
Nesse 4o artigo (1o, 2o e 3o) que escrevo sobre um livro, descobri que muito mais gente cede ao apelo do "qualquer moedinha serve". Vejamos... Em um estudo clássico, as pessoas que não foram solicitadas com o apelo do “qualquer moedinha” acabaram doando a uma taxa de 28,6%, porém quando o recurso foi usado – tcharã!! - 50% de doadores!
Você pode argumentar se esta frase não reduziria a média da doação, fazendo com que aquele que doaria agora passe a doar menos com a sugestão da moedinha. Pois o estudo chegou à conclusão que a média das doações permanece! Assim, o estudo recebeu o mesmo valor médio, mas recebeu de mais pessoas!
Posso falar por mim, eu já sabia que essa tática tem grande êxito para me convencer. O meu raciocínio é o de que eu ficava receoso de que alguns 15 centavos que teria ali disponível fosse ofender o pedinte. Veja bem, acho que quem pede a um desconhecido - não importando a causa! - JAMAIS poderia reclamar de quem dá pouco. Ele poderia NO MÁXIMO reclamar com quem não dá.
Mais ainda, ele não pode reclamar porque imagine a situação de um lugar onde todo mundo acha justo pedir e cobrar que se colabore. O Brasil já chegou e está bem perto bem perto do que seria isso. Então sempre que a pessoa deixava claro que qualquer moedinha ajudaria, ele baixava minha guarda relutante e ganhava alguns poucos centavos. Mas ele também ganha não somente os meus, mas os de muitas outras pessoas que, como mostra o estudo, colaboram ainda mais do que eu.
Bom, se você gostou do post, então deixe um recado com um comentário para eu saber que você leu. Qualquer recadinho serve!

8 comentário(s):
Fala Balu,
Caramba, 50% é bem bom hein, talvez eu deva mudar de profissão...rsrs. Infelizmente a pesquisa tem uma amostra muito pequena e sem poder para detectar diferenças em percentuais ou nas médias das doações. MInha experiencia diz que diferenças entre sexo praticamente sempre existem, em assuntos como esse, dada uma amostra grande o suficiente para detectá-las. E provavelmente eles não controlaram pelo sexo porque se o fizessem não achariam a diferença significativa entre formas de pedir. Aí o artigo não ficaria legal né...
Dito isso, eu acho que faz sentido o que vc disse independente da pesquisa. Mas eu geralmente não dou dinheiro para pedintes nas ruas sob qualquer argumento. Prefiro contribuir como vc disse, com Ongs. A gente pode, por exemplo, ir em corridas que são beneficientes - é melhor do que dar grana nas ruas, na minha opinião.
Vc sabe que eu tive a impressão que o Canadense é mais mão aberta que o brasileiro. Um pedinte daqui sai com o bolso muito mais cheio do que um do Brasil. Minha percepção.
Abraços
Marcos
Achei que após todo o post o pedido por comentários do final ficou um pouco enfraquecido...
Sou obrigado a admitir... eu caí na sua jogada. Abri a janela de comentários impulsivamente, após ler o post.
Certamente influenciado pela sua última frase.
Abs,
Edu Pascale.
Sim, Marcos, 50% é um baita aumento! Mas não achei a amostragem tão pequena (165). Além do que esse estudo virou clássico no tema.
Concordo com vc, o sexo da pessoa deve fazer diferença, sim, na arrecadação.
Qto a doar, não gosto de doar na rua... aliás, NUNCA doo.
Qto ao pedinte cancadense x brasileiro, acho que por haver mto menos no 1o mundo, os ganhos ficam mais concentrados. Observo isso que vc disse aqui na Irlanda tb.
Abrax
Grande Balu!
O primeiro teste que fizeram de onde saiu estes numeros teve amostra de 84 residencias, dividido em dois grupos, sendo que estes percentuais sao baseados em 42 individuos. Extremamente pequena ainda mais se levarmos em conta que nao existe dificuldade para se atingir o publico alvo (as residencias). O resultado estatistico eh fraco e possivelmente nao pode ser expandido para qualquer populacao. O processo de selecao de residencias nao foi detalhado, portanto nao da para saber qual a validade da amostra. O controle de sexo seria importante, ou pelo menos reportar o % entrevistado de homens e mulheres. Em situacoes como essa o controle do par de estudantes tambem seria importante pois pode ter um efeito. O fato de nao terem encontrado diferenca na media nao significa que sao iguais. Enfim, o estudo nao segue procedimentos rigorosos estatisticos e eu diria que os resultados sao validos apenas qualitativamente pois os % e medias sao imprecisos. Ainda assim acho que eh importante, mas tambem acho que se torna enganoso quando se reporta numeros mas nao se reporta a confiabilidade dos numeros (margem de erro, desvio padrao). O artigo eh um pouco antigo (1976) mas hoje em dia nos bons experimentos costuma se discutir as limitacoes do estudo e tal... enfim... o meu ponto eh mais contra o jeito que se usa a estatistica do que qualquer outra coisa. Acho que o assunto eh bastante interessante e mesmo o artigo...
Ah, legal a sua visita a Berlim, eu assisti um filme do tempo da cidade dividida pelo muro... a cidade deve respirar historia!
Abracos
Marcos
Marcos, vc foi perfeito! Fui atrás do capítulo e não havia infelizmente outras fontes de artigos...
Abrax
Sempre gosto de tudo que você escreve!!!! Estou aqui procurando algo que você escrever sobre vinho e até agora não acho... O pior é que comentei com minha amigas e falei que iria levar a materia...
Vou continuar procurando...
Rita, mto obrigado!
Sugiro ver nas laterais onde há posts de acordo com o tema. Vá na parte "álcool":
http://www.baluzao.com/search/label/%C3%81lcool
Até mais!
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