sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MJ - o gênio dançarino

*continuação da série os 4 MJs.

Conhecido mundialmente como “The King of Pop” e eleito o artista do século pela premiação American Music Awards este MJ dispensa maiores apresentações. Para mim não há nada mais fantástico do que vê-lo dançar. Ele consegue ser ainda melhor nas apresentações ao vivo. Dá raiva de como ele faz parecer fácil. Ele parece sempre usar truques!

O cantor e compositor chega aos 50 nesta sexta 29! Uma pena que seja longe dos holofotes e com a carreira estagnada. Musicalmente ele foi muito influenciado pela música black dos anos 60, mas ele é original mesmo assim. O 5º disco dele e estouro solo de 1979 “Off The Wall” é uma empolgante mistura de disco, funk e pop, abrindo estrada para o gênio que viria a ser considerado.

Logo depois lançou dois de seus melhores discos, Thriller (1982) e Bad (1987) consolidando a posição de superastro. Foi aí também que começou a surgir a imagem de um artista de hábitos e atitudes cada vez mais bizarros, postura infantilóide, modificações profundas em seu rosto e o branqueamento da pele. Em função de sua infância (ou falta dela), ele criou um mundo todo particular, próprio e distante da realidade. Para piorar, desde os anos 90 ele veio a sofrer muitas acusações de pedofilia (10 casos, 10 vitórias nos tribunais para ser mais preciso).

Michael começou sua carreira nos anos 60 aos 5 anos com o grupo Jackson 5 formado também pelos irmãos mais velhos. Desde a infância, quando a banda “estourou”, ele se tornou uma das figuras mais conhecidas e adoradas da música norte-americana. Depois de todo a auge, vieram os outros álbuns Dangerous (1991), Invincible (2001) e nesse ano fez um relançamento remasterizado do clássico Thriller.

Livros e clips
Li no início deste ano uma auto-biografia antiga (Moonwalk) que acaba lá pelo final dos anos 80. E agora estou no início do calhamaço de 665 páginas “Michael Jackson - The Magic & The Madness” (Michael Jackson - A Magia e a Loucura). Tanto naquele quanto nesse as histórias são bem parecidas, o que dá credibilidade mudando apenas a pessoa do interlocutor. Estão lá também nos 2 livros abertamente relatado a dificuldade incrível que ele tem de relacionamento. Tente se imaginar, leitor, desde os 6 anos sem infância e vivendo rodeado pelo mundo do show business. É mesmo impressionante. Uma outra realidade quase inimaginável. As história são mais que surreais.

Ele teve de tudo, aulas em casa por não haver como ir para uma escola normal, ensaios diários desde os 5 anos, morava pobre com 7 pessoas em uma casa minúscula, dormindo no inverno perto do fogão todos juntos... repito: é quase inimaginável.

Para descontrair de algumas histórias tristes e sofridas, há passagens sobre como ele executou pela 1ª vez em público o famoso passo Moonwalker decidindo-se por ele na noite anterior sozinho em sua cozinha. Essa sua antológica performance ao vivo em cadeia nacional no show da Motown 25 – Yesterday, Today, Forever é um dos pontos altos de sua carreira.

Eu possuo todos os DVDs dele lançado no Brasil. Já busquei toda apresentação ao vivo que exista registro. Sou um heavy user, eu sei. Mas sou um heavy user muito arrependido por não ter coragem de ter ido sozinho ao único show no Brasil dele em SP em 1993. Era um moleque...

Bom, fica aqui outra recomendação. Se o show da Motown foi antológico. Este aqui é lapidado. Tem tudo de melhor de 3 décadas. Esse show de aniversário de 30 anos de carreira no Madison Square Garden tem a melhor versão de Billie Jean que conheço. Aliás, lembremos que essa música foi eleita mais de uma vez a música do século.

Se você não é viciado nele, talvez baste um pout pourri como esse aqui feito em 1995 pra MTV americana. Um show! Recomendo também!

1 comentário(s):

++ Rodolfo disse...

A versão do Chris Cornell (Audioslave) para Billie Jean também vale uma orelhada: http://br.youtube.com/watch?v=uIvbjmQadSM

Rodolfo.

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