Agora é a prestigiada The Economist que fala de Brasil e Racismo. Somos um povo que parece traumatizado e condenado a gritar “racismo!” para qualquer coisa que aconteça sem explicação muito simples, como se fosse solução ou explicação dos males para qualquer bate-boca com pessoas de cores distintas.
Semanas atrás ficou famoso um caso em São Paulo de um conhecido restaurante que expulsou uma criança negra (etíope) de 6 anos que estava com seus pais adotivos espanhóis (e brancos). Por não falar português, apenas catalão, e por estar por instantes longe dos pais, acabou levada para fora. A explicação? Fora confundida com uma criança de rua, explicou o gerente. As testemunhas, as mesmas que fecham os vidros de seus carros quando se aproximam do semáforo, querem queimar todos os funcionários na fogueira da hipocrisia.
Semana antes, um aluno-profissional da USP arranjou briga com um PM exaltado na Cidade Universitária e foi agredido. O motivo? A patrulha grita racismo até hoje.
A acusação de racismo é uma bela alternativa. Tem o apelo fácil e é difícil de se argumentar contra, mesmo que nesses 2 casos não tenha sido. Nossa longa escravatura que tem consequências até hoje nos traumatizou. Não temos apenas medo dos militares. Somos um país que parece nunca se curar do que foi feito com negros séculos atrás, nem que para isso tenhamos que fechar os olhos para o óbvio.





