domingo, 29 de janeiro de 2012

Brasil e nossa tara pela desculpa do racismo


Agora é a prestigiada The Economist que fala de Brasil e Racismo. Somos um povo que parece traumatizado e condenado a gritar “racismo!” para qualquer coisa que aconteça sem explicação muito simples, como se fosse solução ou explicação dos males para qualquer bate-boca com pessoas de cores distintas.

Semanas atrás ficou famoso um caso em São Paulo de um conhecido restaurante que expulsou uma criança negra (etíope) de 6 anos que estava com seus pais adotivos espanhóis (e brancos). Por não falar português, apenas catalão, e por estar por instantes longe dos pais, acabou levada para fora. A explicação? Fora confundida com uma criança de rua, explicou o gerente. As testemunhas, as mesmas que fecham os vidros de seus carros quando se aproximam do semáforo, querem queimar todos os funcionários na fogueira da hipocrisia.

Semana antes, um aluno-profissional da USP arranjou briga com um PM exaltado na Cidade Universitária e foi agredido. O motivo? A patrulha grita racismo até hoje.

A acusação de racismo é uma bela alternativa. Tem o apelo fácil e é difícil de se argumentar contra, mesmo que nesses 2 casos não tenha sido. Nossa longa escravatura que tem consequências até hoje nos traumatizou. Não temos apenas medo dos militares. Somos um país que parece nunca se curar do que foi feito com negros séculos atrás, nem que para isso tenhamos que fechar os olhos para o óbvio.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sacolinhas - não mexa em meu conforto!!


O morador da maior cidade do país viu-se ontem a adotar compulsoriamente o novo hábito de carregar sua própria sacolinha plástica quando for ao supermercado. A lei tem suas vantagens e desvantagens. Quem defende o modelo usado até então, argumenta que passaremos a comprar mais sacolas, anulando a redução de consumo. Quem dá “boas-vindas”, louva o lado ecológico da decisão.

A decisão é boa ou ruim? Sou a favor, acho que a lei combate o desperdício a um custo baixo. Sim, ele será pago por você, mas combate. Quem fala que compraremos o mesmo volume de sacolas parte da premissa que fazemos uso racional. Equívoco. Cobre 1 centavo por qualquer produto e nosso padrão de consumo muda completamente.

Mas também é outro erro ficar anunciando o gesto “verde” em prol do planeta. Isso é sabidamente contraprodutivo porque abrimos mão daqui para compensar ali em outros pecados contra a Mãe Natureza. Quem usa sacola, no dia seguinte fará o mal de outra forma. É natural do ser humano. Mas mais do que isso. A revolta contra a lei parece dizer um pouco mais sobre o brasileiro. Ele quer salvar o mundo, mas não quer ajudar a mãe a lavar a louça. Somos um povo que quer apenas direitos, mas jamais deveres.

Queremos todos acabar com o super-aquecimento, mas desde que para isso não precise deixar meu carro na garagem, nem pagar caro pela energia do banho de 20 minutos nem fazer qualquer sacrifício para reduzir nosso consumo de insumos. Com leis corretas ou não, o ato de “salvar o ecossistema” vai exigir apertar os cintos. Se não estamos preparados para carregar uma sacolinha de casa ao mercado como já fazem a maioria dos países europeus, estamos longe das mudanças drásticas que se fazem necessárias contra alguns hábitos modernos.

De onde veio essa lei, vem muito mais. Estejamos preparados. Ou então, que sejamos menos hipócritas em nosso discurso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sócrates, o craque da bola. E só da bola.


Sócrates era um gênio da bola. Pouco o vi jogar. Tenho vagas lembranças de um partidaço: Brasil x Polônia pelas oitavas de final da Copa de 86. Brasil 4 a zero e o “Doutor” fez um gol de pênalti naquele estilo de cobrar sem tomar distância, como se fosse um peladeiro. Mesmo estilo que usou na cobrança defendida no jogo seguinte contra nossos carrascos franceses.

Pelo que pude ler nos excelentes obituários internacionais (aqui na The Economist e aqui no The Washington Post), o “Magrão”, seu apelido entre os boleiros, jogava o fino do fino da bola. Articulado e com inteligência acima da média, Sócrates, com o perdão do trocadilho infame, foi elevado à condição de uma espécie de pensador do futebol. Médico formado pela USP, foi habilidoso para conduzir os estudos em uma faculdade tão difícil com a exigente vida de um atleta de alto rendimento.

Depois de abandonar os campos atacou de comentarista de futebol e de questões políticas. E é aí que vemos que a morte enobrece e melhora as qualidades daqueles com os quais simpatizamos. Sua doença, que ele poucas vezes conseguiu admitir, passou a ser uma espécie de forma de expressão, de prova de libertinagem, de como é viver intensamente. Bobagem. O álcool, o alcoolismo, o câncer... nada disso nos faz melhor. Ele perdeu para a doença sem ter controle sobre isso. E isso não o faz em nada pior.

Por fim, se ele foi um craque em campo e um rebelde fora dele, isso não o torna um democrata. Não confundamos fim da concentração no futebol profissional e voto direto para presidente do Corinthians como premissa para ser um democrata. Sócrates nunca escondeu em entrevistas que para ele Cuba e Fidel eram os modelos a serem seguidos. O que há de democrata nisso??

Nunca tive a menor paciência com a enorme chatice que eram suas entrevistas. Em meio à histórica pobreza intelectual dos atletas de nosso futebol, um personagem simpático e (muito) bem letrado ganhou ares de craque também das letras. Uma bobagem.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A lógica torta dos egoístas da USP.

Em colaboração com Danilo Bessa.

Quando a poeira parecia baixar, o debate sobre os protestos na USP vão tomando ares de que se alongarão. O que mais irrita nessa discussão toda é o egoísmo das reivindicações. Os poucos protestantes, indiferentes ao custo financeiro do quebra-quebra dessa birra manhosa, se mostram indiferentes a um princípio básico de quem busca apoio: solidariedade.

A USP sempre foi uma espécie de ilha com regras próprias na capital do Estado que a financia. A universidade, localizada na periferia da cidade, além da distância geográfica tinha uma legislação própria que a defendia dos rigores de uma ditadura dos anos 60 e 70. De lá pra cá, a cidade cresceu muito, o que era longe já é quase parte do centro expandido da metrópole. A universidade atualmente serve inclusive de rota de trânsito diário além de agora ainda fazer fronteira com uma favela. Ela está, enfim, quase totalmente incorporada à rotina da capital. Inclusive por isso, vieram juntos dois problemas inerentes: trânsito e violência.

Uma das exigências nos protestos é que a segurança volte a ser feita apenas pela polícia universitária, que não pode andar armada. Porém, uma coisa é você querer uma realidade de liberdade e regras próprias num ambiente agora muito mais violento. Liberdade absoluta, sabemos, não combina com total segurança. Talvez como uma memória residual do que ela representava, o temor de haver a PM por perto já não se explica mais, ao menos àqueles que respeitam as leis.

Além disso, hoje a sociedade parece entender muito melhor como a instituição se financia e quanto isso pesa em seu bolso. Como em muitos outros campos no Brasil, vivemos com uma legislação caduca se comparada ao mundo real. A proibição da PM no campus passou a ser uma idiossincrasia. Mas como se fossem crianças que não entendem o mundo real, jovens de classe média querem poder viver às margens das leis sob a argumentação de perseguição. Em que mundo eles vivem? Que regime opressor sonham em derrubar?

É preciso antes de qualquer coisa entendermos que mundo se quer. Independente de sua opinião sobre a liberação das drogas no Brasil, vale sempre lembrar que hoje ela ainda não está liberada, goste-se disso ou não. Outro argumento interessante muito citado é que o ambiente universitário da USP precisa ser algo rebelde, libertário, vanguardista, pois essas seriam algumas das enormes vantagens inerentes a uma universidade. Concordo. Porém, a realidade é diferente, essas são características intangíveis, não-palpáveis. Em uma sociedade tão desigual fica cada vez mais difícil tolerar privilégios difíceis de serem mensuráveis quando uma maior produtividade e custos mais baixos são matéria de mais fácil entendimento e aceitação.

Não à toa, a impopularidade das reivindicações deu-se entre outras coisas porque ficou a imagem que os poucos protestantes queriam apenas o desejo de garantir seu baseado sem aborrecimento com a polícia enquanto fora da USP a PM dá borrachada em maconheiro. Esses estudantes alimentados com Danoninho nunca se solidarizaram ou protestaram quando houve abuso policial em favelas ou quando um aluno FEAno foi baleado na cabeça recentemente. O apoio que buscavam não existiu quando a vítima era outro setor da sociedade. Ou seja, tudo pareceu muito egoísta e pequeno justamente por aqueles que pagam a conta dos privilégios. Alunos querem direitos com os quais parecem não se preocupar se serão estendidos aos demais.

Por fim, no Brasil parecemos viver uma época em que o simples cumprir das regras e leis parece ser um gesto repressor, talvez consequência dos pesadelos da ditadura, mas muito mais uma característica de um povo que primeiro quer direitos e benefícios infinitos para só então pensar em seus deveres. Precisamos entender que em uma democracia a lei deve ser cumprida, as mudanças delas devem ser por caminhos respeitando o direito do ir e vir e que, na insistência da arruaça, a PM defenda a própria sociedade dos que insistem em viver seu mundo de regras particulares.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De Lula, sua doença e seu desrespeito.


O que você pensa sobre onde Lula deveria se tratar contra o câncer parece ter virado debate sobre a índole da pessoa. Quem conhece bem a doença tem que estar desconexo da realidade para desejar que Lula se trate somente e obrigatoriamente no SUS. Muito provavelmente os que criticam hoje sua internação no Sírio Libanês seriam os que também o chamariam de populista se ele decidisse por enfrentar as filas que um cidadão comum encara.

Lula está longe de ser o culpado maior do estado atual do sistema público de saúde do país. Porém, aos que gritam “preconceituoso” (e outras coisas mais) contra os que aderem à campanha “Lula no SUS”, vale lembrar que demagogia, hipocrisia e populismo enganam facilmente o povo brasileiro, mas não há mentira repetida à exaustão (uma das especialidades de nosso ex-presidente) que nos torne imunes aos infortúnios do destino.

Mesmo abominando Lula, o PT, seus comparsas e seus métodos, realmente torço de verdade para que Lula tenha uma pronta recuperação com o menor sofrimento possível. Mas os que perseguem os apoiadores da campanha vale lembrar que se há uma parte que quer um tratamento sofrido ao ex-presidente (há sempre gente de todo tipo) existem também aqueles que não acham graça alguma no populismo desmedido e, esse sim, insensível às carências de um povo sem sistema eficiente de saúde.

Vale muito lembrar que o mesmo Lula que perdeu a primeira esposa e um filho no sistema público foi o mesmo que, como um fanfarrão irresponsável, declarou que o Brasil em seu governo estava próximo “da perfeição no tratamento de saúde”.

Lula pouco mudou nosso modelo. Ao assumir seu primeiro mandato havia 31,2 milhões de brasileiros clientes de planos de saúde particular, mas ao passar o cargo à Dilma tinha 45,6 milhões. E como sempre fez durante toda sua vida política, não tocava mais em assuntos indigestos, era como se não fosse com ele.

Bem ao estilo Lula da mentira e populismo repetidos, em 2010 ao inaugurar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Recife declarou que dava “até vontade de ficar doente para ser atendido”, mas horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado.

A biografia de Lula mostra que ele não tem o menor compromisso com a verdade, quando em 2006 disse que ”o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde” ele mais uma vez fez pouco caso com o sofrimento dos que lutavam contra todo tipo de doença. Mas hoje, quando alguém toca em assunto semelhante, seus seguidores armados até os dentes perseguem os críticos de quem desrespeitou a vida toda o sofrimento alheio.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CQC e a grosseria


(...) insultar as pessoas não é se colocar contra o politicamente correto: é pura e simples grosseria, falta de civilidade. E nada melhor para insultar do que uma piada sem graça. (...) Há, em algum lugar da mente desses jovens comediantes, a certeza de que tudo o que choca é engraçado e, se não engraçado, funciona como importante agente em prol da atualização dos costumes da sociedade.”

Hoje faz uma semana com o programa do CQC na Bandeirantes sem o humorista Rafinha Bastos na bancada principal. É justo o seu afastamento? Seria censura? Sim e não. O Rafinha Bastos e o Danilo Gentili seguidamente deram mostras de serem ainda incapazes de diferenciar liberdade de expressão de incompetência de se fazer humor sem ofender. Afastá-lo foi a decisão que a emissora viu diante do tremendo desagrado na opinião pública. De Bastos não se ouviu nada, hábito covarde de quem é rápido na piada, mas incapaz de se desculpar.

O CQC não me encanta mais desde 2010, tenho certa ojeriza a quem gosta de debater controlando o microfone fazendo sempre cara de conteúdo, detentor de certa superioridade moral. Acontece que os humoristas ganharam ar de estrelas, de guardiões do que seria correto na política, mas junto teria vindo uma espécie de carta branca para fazer piadas ofensivas usando o argumento desonesto de liberdade de expressão. Não, não pode. O público reclamou e se viram obrigados a afastar o humorista. Isto não é censura. Ele pode falar o que ele quiser, mas agora apenas entre os seus, em seus shows, é assim que funciona na vida real.

Desisti de escrever mais sobre as presepadas do CQC depois de ler um texto antigo que diz muito sobre essa estratégia torta de usar o humor grosseiro como representante do combate ao politicamente-correto. O que acreditam ser libertário nada mais é do que deselegância burra porque “quando não se sente compaixão pelo sofrimento alheio, quando o artista não tem a decência de se alinhar, ombro a ombro, com o sujeito de sua criação, não há esperança. E isso é especialmente importante para o humor”. É o que diz o belo texto que você pode ler na íntegra aqui.




domingo, 18 de setembro de 2011

Moderninho paitrocinado


A novidade de 6ª feira foi ver uma das universidades mais importantes do país ser fechada. O 1º Festival da Cultura Canábica tinha cerca de 6400 confirmados via Facebook e, o temor que parte desse público fosse para o campus em Perdizes, fez com que o reitor fechasse as portas da Universidade por um dia. Mais uma vez foi uma minoria atrapalhando uma maioria.

Os ativistas defensores da liberalização ou descriminalização da maconha parecem não entender os processos legais. Enquanto não houver mudança na lei, seu comércio e apologia são proibidos. Por outro lado, aqueles que querem parecer libertários ou moderninhos saíram criticando a decisão muito sensata do reitor. Em tempos de defesa à liberdade de pensamento há muita gente que pensa que tudo é permitido. Nessa lógica torta você pode fechar a Avenida Paulista para defender o consumo da maconha. Não vou me estender, mas sem exagero algum, acho que uma via tão importante (9 hospitais!) deve ser liberada com o uso de qualquer força se necessário. PM, borrachada e gás lacrimogênio é a minha receita pra vagabundo que se excede.

Com medo de parecer conservador, careta ou censurador, há um estranho silêncio ao desrespeito às leis quando falamos de apologia à maconha. Sou a favor da liberação, mas dentro das leis. Nada mais, mas também nem nada menos.

Por fim, com todos os meus preconceitos aos quais me concedo e que nos fazem mais humanos, não consigo tirar da minha cabeça qual o tipo de sujeito que estuda em uma universidade particular cara, quer ser moderninho e fica fazendo apologia de droga paga pelo papai. Não consigo respeitar moderninho paitrocinado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Despertador diferente


O especialista em Economia Comportamental, Dan Ariely, tem ideias e comentários geniais. Uma delas é o de termos um despertador que sempre quando tivesse acionado a função “soneca” (snooze) automaticamente faria uma doação para alguma ONG, diminuindo assim nosso hábito de ficar mais tempo na cama.

Depois dele tanto tocar no assunto surgiu agora um aplicativo para iPhone que doa U$0,25 para uma ONG cada vez que não levantamos quando o telefone chama. Aos mais radicais, ou para quem não tem iPhone, já havia outro despertador que doa U$10.

No site de venda desse despertador já havia uma sugestão para que doássemos para instituições das quais discordamos justamente para que a mordida no bolso doesse mais. É o que sugere agora o pessoal do Freakonomics. É como ver um PTista de carteirinha doando dinheiro ao PSDB a cada vez que pede mais 5 minutos de sono.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Médicos, Genéricos e a farra dos bônus


O ser humano não é muito bom com números, na matemática ou com metodologia científica. Uma amiga tomando diariamente vitamina C vai influenciar mais a opinião de uma pessoa qualquer que centenas de estudos que mostre que essas pílulas não servem para nada.

Os profissionais da Saúde, assim como o resto da população, têm as mesmas dificuldades nessas áreas. Por que seria diferente com os médicos? Pois foi publicada uma pesquisa com alguns resultados muito graves: 46% dos médicos ainda têm dúvidas sobre a eficácia e a segurança dos genéricos. Já entre os consumidores, 83% disseram confiar nesse tipo de droga. Ou seja, é o cidadão comum mostrando que parece entender melhor sobre a inutilidade do que vai do lado de fora da embalagem.

Esse resultado é grave porque mostra a ignorância da classe médica em um assunto tão básico, mesmo que eles disfarcem alegando preocupação com a segurança na fabricação do produto. Bobagem pura.

Mas a matéria não toca em outro assunto muito mais grave. Sabemos que a estratégia das grandes empresas farmacêuticas é agressiva no relacionamento com os médicos oferecendo todo tipo de benefício imaginável para que eles recomendem produtos da marca. Essa tática é generalizada, mas ainda não é comum entre as empresas de genéricos que têm que enxugar custos. Visto por esse lado, essa desconfiança da classe médica é em parte uma inconsciente insatisfação com a possibilidade de menos farra.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Blog Recorrido



Estou meio sumido (falta inspiração) mas eu gosto mesmo é de culpar a falta de tempo pra parecer mais "in" porque tempo é a desculpa oficial de quem não tem uma que preste.

Nesse meio tempo muita coisa rolou, mas como diz um amigo, não vale a pena resgatar tão tarde porque os assuntos sempre voltam. Estou aqui pra falar de um projeto pessoal que me deixou super empolgado que é um blog novo sobre running no maior portal do gênero no país, o Webrun, onde já sou colunista de Nutrição.

Se você gosta de corrida e atletismo, está super convidado e visitar o Blog Recorrido e seguir nossa conta no Twitter.

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