Dizem que o primeiro passo para um alcoólatra (ou dependente químico) na hora de tentar a cura é aceitar e reconhecer o vício. Tão logo as primeiras críticas à então candidatura do Rio de Janeiro como sede olímpica surgiram, alguns afoitos começaram a gritar "anti-patriotas" aos cariocas ou "bairristas" se Paulistas. Mas não é esse o mote do texto. Essa semana ouvi 2 absurdos ditos por José Mariano Beltrame, atual Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Na primeira pérola ele disse:“O Rio de Janeiro não é violento. O Rio de Janeiro tem núcleos de violência”.
Depois disso ele emendou:
“Nós temos índices de criminalidade em determinadas áreas do Rio de Janeiro que são índices europeus”.
É um absurdo um sujeito desses ainda estar no cargo já que ele ainda não se deu conta dos níveis de violência que existem na cidade da qual ele é o número 1 em matéria de segurança pública. Ele é acometido do mesmo problema que alguns dos que amam a cidade padecem, não enxergar o óbvio, a violência no Rio de Janeiro atingiu índices de guerra civil.
O secretário quando diz que os índices são localizados ou são em algumas regiões de níveis europeus, deve ignorar que até em guerras há calmarias. Ele que tente explicar aos milhares de mortos essa sua tese estúpida e irresponsável.
O problema nas declarações é o secretário tentar reduzir a questão minimizando as consequências dela. Já disseram alguns que as autoridades comemoraram a escolha como sede olímpica com um discurso como se o mais difícil já tivesse passado, como se os problemas fossem de fácil solução, como se dependêssemos apenas de uma tal vontade política, como se tudo fosse acontecer e funcionar naturalmente.
Já disse aqui em outra ocasião, o brasileiro como em tantos outros aspectos já se acostumou com a violência local, ele a considera inerente, como uma paisagem, como um Cristo Redentor que faz parte do país e que não choca nem dispensa muita atenção. Se o povo mal enxerga o problema e paga para um secretário dizer que ele nem é assim tão sério, é sinal de que chegamos onde esperávamos. Assim é o Brasil.











